SEDE ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTERIO DE SANTOS A PIONEIRA FUNDADA EM 1924

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

SALMO 6

TÍTULO
Este salmo é comumente conhecido como o primeiro dos SALMOS DE PENITÊNCIA. Os outros seis são os salmos 32, 38, 51, 102, 130, 143, e certamente sua linguagem se presta bem aos lábios de um penitente, porque expressa ao mesmo tempo a tristeza (versículos 3, 6, 7), a humilhação (versículos 2 e 4), e o ódio ao pecado (versículo 8), que são as marcas infalíveis do espírito contrito quando se volta a Deus. Ó Espírito Santo, cria em nós o verdadeiro arrependimento do qual não se precisa arrepender. O título deste salmo é "Ao mestre da música no Neginoth sobre Sheminith (1Cr 15.21). Um salmo davídico", isto é, ao mestre da música com instrumentos de cordas, na oitava, provavelmente na oitava musical. Alguns acham que a referência seja ao tom do baixo ou tenor, que certamente se adequaria bem a essa ode lamentosa. Mas não somos capazes de entender esses antigos termos musicais, e até mesmo o termo Selah ainda permanece sem tradução. No entanto, isso não deve ser entrave no nosso caminho. Perdemos muito pouco pela nossa ignorância, e pode servir para confirmar a nossa fé. É prova do quanto esses salmos são antigos que contenham palavras, cujo sentido tenha se perdido até mesmo para os melhores estudiosos da língua hebraica. Certamente são incidentais (acidentais, posso quase dizer, se eu não cresse que foram designadas por Deus), provas do que são, do que professam ser, os escritos antigos do rei Davi e tempos remotos.

DIVISÃO
Você observará que o salmo logo se divide em duas partes. Primeiro, há o apelo do salmista em sua forte aflição, o que vai do primeiro ao final do sétimo versículo. Então a seguir, do oitavo versículo até o fim, tem-se um tema bem diferente. O salmista mudou o tom. Deixou a tonalidade menor, e vai para acordes mais sublimes. Ele afina a tonalidade para o alto tom da confiança, e declara que Deus ouviu sua oração, e já o livrou de todas as suas dificuldades.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Um sermão para almas aflitas.
1. Os tratamentos de Deus em dois lados.
(a) Repreensão, por meio de um sermão contundente, um juízo sobre uma outra pessoa, uma pequena provação em nossa própria pessoa, ou uma admoestação solene em nossa consciência por parte do Espírito.
(b) Castigo. Isso vem a seguir quando a primeira chamada não é ouvida. Dor, perdas, talvez por morte, melancolia e outras provações.
2. Os males neles a serem mais temidos, a ira e o desprazer férvido.
3. Os meios de se evitar esses males. Humilhação, confissão, mudança de comportamento, fé no Senhor.
VERS. 1. O maior temor do crente, a ira de Deus. O que este fato revela no coração? Por que isso acontece? O que tira o temor?

VERS. 2. A argumentação "ad misericordiam".
VERS. 2. Primeira sentença - Cura divina.
1. O que precede, meus ossos tremem.
2. Como é realizado
3. O que a segue.

VERS. 3. A impaciência da tristeza, seus pecados, seu mal, e cura.
VERS. 3. Um tópico produtivo pode ser encontrado na consideração da pergunta: Por quanto tempo Deus prolongará as aflições para os justos?

VERS. 4. "Volta-te, Senhor" Uma oração sugerida por se sentir o Senhor ausente, isso excitado pela graça, atendido com exame do coração e arrependimento, pressionado por perigo iminente, garantido quanto à resposta e contendo um pedido de múltiplas misericórdias.
VERS. 4. A oração do santo abandonado.
1. Seu estado: sua alma evidentemente está escravizada e em perigo;
2. Sua esperança: está na volta de Cristo, o Senhor.
3. Seu rogo: só por misericórdia.

VERS. 5. A suspensão final da prestação de serviço na Terra, considerada em vários aspectos práticos.
VERS. 5. O dever de louvar a Deus enquanto vivermos.

VERS. 6. As lágrimas do santo na qualidade, abundância, influência, abrandamento e fim.

VERS. 7. A voz do choro. O que é.

VERS. 8. O pecador perdoado abandonando seus maus companheiros.

VERS. 9. Respostas passadas são a base da confiança presente. Ele ouviu, ele aceitou.

VERS. 10. A vergonha reservada para os humildes.



PASTOR CHARLES URGNEM








FONTE:CH.Spurgeeon 





segunda-feira, 23 de maio de 2011

SALMO 5

TÍTULO
Ao mestre da música. Para flautas. Salmo davídico. A palavra hebraica para o instrumento é Nehiloth; que se origina de outra palavra que significa "perfurar", "abrir um furo", de onde se veio a entender uma flauta, portanto, é provável que se pretendesse que essa música fosse cantada com o acompanhamento de instrumentos de sopro, como o cornetim, trompa, flauta ou trompete. No entanto, é apropriado observar que não estamos certos da interpretação desses títulos antigos, porque a Septuaginta o traduz: "Para aquele que obterá uma herança", e Aben Ezra acha que denota alguma melodia antiga e bem conhecida com a qual este salmo deveria ser cantado. Mesmo os maiores estudiosos confessam a dificuldade que existe para se interpretar precisamente o título; mas isso não deve nos preocupar, pois é uma prova de como o Livro é antigo. Através do primeiro, segundo, terceiro e quarto salmos, pode-se notar que o tema é um contraste entre a posição, a personalidade e o futuro dos justos e ímpios. Neste salmo, você nota a mesma coisa. O salmista expõe um contraste entre ele próprio, tornado justo pela graça de Deus, e o ímpio que se opõe a ele. Para a mente piedosa, aqui temos uma visão prévia do Senhor Jesus, de quem se diz que nos dias de sua carne ele fez subir orações e súplicas com forte clamor e lágrimas.

DIVISÃO
O salmo deve ser dividido em duas partes: do primeiro ao sétimo versículo, e depois do oitavo ao décimo segundo. Na primeira parte, Davi implora veementemente ao Senhor para que ouça sua oração; na segunda parte, ele passa de novo pelo mesmo caminho.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1, 2. Oração em sua forma tripla. "Palavras, meditação, clamor". Mostra como falar não adianta sem coração, mas que anseios fervorosos e desejos silenciosos são aceitos, mesmo quando não expressos.

VERS. 3. A excelência da hora devocional matutina.
VERS. 3. (duas últimas cláusulas).
1. Oração dirigida.
2. Respostas esperadas.

VERS. 4. O ódio de Deus pelo pecado é um exemplo para seu povo.

VERS. 5. "Os arrogantes." Mostre porque os pecadores são com justiça chamados de tolos ou arrogantes.

VERS. 7. "Pelo teu grande amor." Reflita bastante a respeito dos variados aspectos da graça e bondade de Deus.
VERS. 7. A decisão piedosa.
VERS. 7.
1. Observe a singularidade da decisão.
2. Note bem o objetivo da decisão. Diz respeito ao serviço de Deus no santuário. "Entrarei em tua casa ... com temor me inclinarei para o teu santo templo."
3. A maneira em que ele cumpriria a sua decisão.
(a) Impressionado com um sentimento da bondade divina: "Entrarei em tua casa pelo teu grande amor",
(b) Cheio de veneração santa: "com temor me inclinarei" (William Jay, 1842).

VERS. 8. A direção de Deus é sempre necessária, especialmente, quando os inimigos estão nos vigiando.

VERS. 10. Visto como ameaça. A frase "Expulsa-os por causa de seus muitos crimes" serve de base para um discurso muito solene.

VERS. 11.
1. O caráter dos justos: fé e amor.
2. Os privilégios dos justos.
(a) Alegria - grande, pura, satisfatória, triunfante, cantem sempre de alegria (exultem).
(b) Proteção - por poder, providência, anjos, graça.
VERS. 11. Alegria no Senhor tanto um dever como um privilégio.

VERS. 12. (primeira cláusula). A bênção divina sobre os justos. É antiga, eficaz, constante, irreversível, supera a tudo, eterna, infinita.
VERS. 12. (segunda cláusula). A consciência do favor divino é uma defesa para a alma.
PASTOR CHARLES URGNEM





FONTE:CH.Spurgeeon 



quinta-feira, 19 de maio de 2011

SALMO 4

TÍTULO
Parece que a intenção era que este salmo acompanhasse o terceiro e formasse um parcom ele. Se o último pode ser chamado O SALMO DA MANHÃ, este, pelo seu conteúdo, igualmente merece o título de O SALMO DO ENTARDECER. Possam as palavras especiais do oitavo versículo ser a doce canção do repouso ao nos recolhermos!

"Assim, com as idéias compostas, tranqüilas,
Entrego-me ao sono que dás.
Tua mão bem seguros conserva meus dias
E ao sono me entrego em paz."

O título inspirado é o seguinte: "Ao mestre da música. Com instrumentos de cordas. Salmo davídico". O mestre da música era o diretor da música sagrada do santuário. Com respeito a essa pessoa leia cuidadosamente 1Crônicas 6.31, 32; 15.16-22; 25.1,7. Nessas passagens, o amante da música sacra encontrará muita coisa interessante e que explicará qual era a maneira de louvar Deus no templo. Alguns dos títulos dos salmos, sem dúvida vêm dos nomes de certos cantores célebres, que compuseram a música com a qual eram cantados.

Com instrumentos de cordas, ou instrumentos de mão, que eram tocados somente com as mãos, como harpas e címbalos. A alegria da igreja judaica era tão grande que precisava de música para expressar os sentimentos de deleite de suas almas. Nossa alegria santa não é menos transbordante por preferirmos expressá-la de maneira mais espiritual, como convém a uma dispensação espiritual. Aludindo a esses instrumentos tocados com a mão, Nazianzo diz: "Senhor, eu sou um instrumento para tu tocares". Abramo-nos ao toque do Espírito, e assim faremos melodia. Possamos ser cheios de fé e amor, e seremos instrumentos de música vivos.

Hawker diz: "A Septuaginta lê a palavra que temos em nossa tradução como mestre da música Lamenetz, em vez de Lamenetzoth, do qual o sentido é até o fim. Foi de onde os pais gregos e latinos imaginaram que todos os salmos que levam essa inscrição se referem ao Messias, o grande fim. Nesse caso, este salmo é dirigido a Cristo; e bem pode ser esse o caso, porque é todo sobre Cristo, e falado por Cristo, e diz respeito somente ao seu povo como sendo um com Cristo. O Senhor, o Espírito, permita que o leitor entenda isso e, assim, ele o descobrirá ser muito abençoado.

DIVISÃO
No primeiro versículo, Davi roga a Deus por auxílio. No segundo, discute com seus inimigos e continua a lhes dirigir a palavra até o final do versículo 5. Então, do versículo 6 ao final, ele contrasta belamente sua própria satisfação e segurança com a inquietação dos ímpios nas melhores condições em que estejam. O salmo muito provavelmente foi escrito na mesma ocasião do anterior, e é outra flor rara do jardim da aflição. Para nossa felicidade é que Davi foi testado, ou então, provavelmente, nunca teríamos ouvido esses doces sonetos da fé.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Fornece farto material para um sermão sobre misericórdias passadas como súplica para ajuda presente. A primeira sentença mostra que crentes desejam, esperam e crêem num Deus que ouve a oração. O título - Deus da minha justiça - é uma idéia para um texto, e a última sentença poderá sugerir um sermão sobre "Até o melhor dos santos ainda precisa apelar à misericórdia e graça soberana de Deus".

VERS. 2. A depravação do homem como demonstrada:
1. por continuar a desprezar Cristo;
2. por amar a vaidade no seu coração; e
3. buscar mentiras em sua vida cotidiana.
VERS. 2. Até onde vai o pecado do pecador. "Quanto tempo?" Pode ser limitado por arrependimento, será por morte, contudo continuará na eternidade.

VERS. 3. A eleição. Seus aspectos para com Deus, os nossos inimigos e nós mesmos.
VERS. 3. "O Senhor ouvirá quando eu o invocar". Respostas à oração são certas para pessoas especiais. Note bem aqueles que podem receber o favor.
VERS. 3. O gracioso separador. Quem é ele? Quem o separou? Com que finalidade? Como fazer com que as pessoas saibam?

VERS. 4. O pecador é instruído a se reexaminar, para que possa se convencer de pecado ( Andrew Fuller, 1754-1815).
VERS. 4. "Aquietem-se". Um conselho - bom e prático, mas difícil de seguir. Há momentos em que são oportunos. Graças são necessárias para que a pessoa consiga aquietar-se. Os resultados da tranqüilidade. As pessoas que mais precisam deste conselho. Exemplos de sua prática; aqui há muito material para um sermão.

VERS. 6. A natureza desses sacrifícios que se espera que o povo do Senhor ofereça (William Ford Vance, 1827).
VERS. 6. O grito do mundo e da igreja contrastados. Vox populi nem sempre é Vox Dei.
VERS. 6. Os apetites da alma são todos satisfeitos em Deus.

VERS. 6, 7. Uma certeza do amor do Salvador; a fonte de alegria sem comparação.
VERS. 7. As alegrias do crente.
1. A fonte delas, "Tu";
2. Seu tempo - mesmo agora - "Encheste";
3. Sua posição, "no meu coração";
4. Sua excelência, "alegria maior do que... (dos) que têm fartura de trigo e de vinho".
Outro tema excelente é sugerido: "A superioridade das alegrias da graça comparadas às alegrias da terra"; ou "Dois tipos de prosperidade - qual a mais desejável?"

VERS. 8. A paz e segurança de um homem bom (Joseph Lathrop, D.D., 1805).
VERS. 8. Um quarto para crentes, um cântico vespertino para cantar ali e um guarda para vigiar a porta.
VERS. 8. A boa noite do crente.

VERS. 2-8. Os meios que um crente deve utilizar para ganhar os incrédulos para Cristo.
1. Admoestação, versículo 2.
2. Instrução, versículo 3.
3. Exortação, versículos 4, 5.
4. Testemunho às bênçãos da verdadeira religião como nos vers. 6, 7.
5. Exemplificação daquele testemunho pela paz da fé, versículo 8.

PASTOR CHARLES URGNEM








FONTE:CH.Spurgeeon 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

SALMO 3

TÍTULO
Um salmo de Davi, quando fugiu de seu filho Absalão. Vocês se lembram da história da fuga de Davi de seu próprio palácio, quando no escuro da noite, ele passou a vau o ribeirão Cedrom, e foi com uns poucos seguidores fiéis esconder-se por um tempo da fúria de seu filho rebelde. Lembre-se que Davi foi uma espécie de Senhor Jesus Cristo. Ele também fugiu; também transpôs o ribeirão Cedrom quando seu próprio povo estava em rebelião contra ele e, com um bando fraco de seguidores, entrou no jardim do Getsêmani. Ele também bebeu da água do ribeirão no caminho e ergueu o ânimo. Para muitos comentadores, este salmo é chamado O HINO DA MANHÃ. Possamos nós sempre acordar com confiança santa em nosso coração e com uma canção em nossos lábios!

DIVISÃO
Este salmo pode ser dividido em quatro partes de dois versículos cada. De fato, muitos dos salmos não podem ser entendidos bem sem considerarmos atentamente suas divisões. Não são descrições contínuas de uma cena, e sim um conjunto de retratos de muitos assuntos aparentados. Como em nossos sermões modernos dividimos nosso discurso sob cabeçalhos diferentes, assim acontece com os salmos. Sempre há uma unidade, mas é a unidade de um feixe de flechas, e não de uma seta solitária. Olhemos agora o salmo que está diante de nós. Nos primeiros dois versículos tem-se Davi fazendo uma queixa a Deus com respeito a seus inimigos; então ele declara a sua confiança no Senhor (3, 4), canta de como está seguro quando dorme (5, 6), e se fortalece para o conflito futuro (7, 8).

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. O santo conta a seu Deus as suas aflições.
1. Seu direito de fazê-lo.
2. A maneira apropriada de contá-las.
3. Os resultados justos de tal comunicação santa com o Senhor.
Quando podemos esperar aumento de aflições? Por que são enviadas? Qual é nossa sabedoria com referência a elas?

VERS. 2. A mentira contra o santo e a difamação sobre seu Deus.

VERS. 3. A bênção tripla que Deus coloca sobre os seus que sofram - defesa, honra, alegria. Mostre como todos estes itens podem ser desfrutados pela fé, mesmo em nossa pior condição.

VERS. 4.
1. Em perigos devemos orar.
2. Deus nos ouvirá graciosamente.
3. Devemos registrar as respostas de graça recebida.
4. Podemos nos fortalecer para o futuro lembrando os livramentos do passado.

VERS. 5.
1. Descreve o doce dormir.
2. Descreve o feliz acordar.
3. Mostra como as duas coisas devem ser apreciadas, "É o Senhor que me sustém".

VERS. 6. A fé rodeada por inimigos e, contudo, triunfante.

VERS. 7.
1. Descreve o tratamento passado do Senhor com os seus inimigos; "Quebra o queixo... arrebenta...".
2. Mostra que o Senhor deve ser nosso recurso constante: "Ó Senhor", "Ó meu Deus".
3. Discorre sobre o fato de que o Senhor deve ser chamado, invocado: "Levanta-te, Senhor".
4. Insiste com os crentes para usarem as vitórias do Senhor no passado como um argumento com o qual prevalecer com ele no presente.
VERS. 7 (última cláusula). Nossos inimigos são inimigos vencidos, leões desdentados.

VERS. 8 (primeira cláusula). Salvação de Deus, do começo ao fim.
VERS. 8 (última cláusula). Foram abençoados em Cristo, através de Cristo, e serão abençoados com Cristo. A bênção repousa sobre suas pessoas, consolos, tribulações, trabalhos, famílias. Flui da graça, é apreciada pela fé, e é assegurada por juramento (James Smith, 1802-1862).

PASTOR CHARLES URGNEM



FONTE:CH.Spurgeeon 

quinta-feira, 12 de maio de 2011


SALMO 2


TITULO Podemos chamá-lo de SALMO DO MESSIAS, O PRÍNCIPE, pois apresenta, como se fosse uma visão maravilhosa, o povo tumultuado contra o ungido do Senhor, o propósito resoluto de Deus de exaltar seu próprio Filho, e o reinado final desse Filho sobre todos os seus inimigos. Recordemos com o olho da fé, vendo, como num espelho, o triunfo de nosso Senhor Jesus Cristo sobre todos os seus inimigos. Louth fez os seguintes comentários sobre este salmo: "O estabelecimento de Davi sobre o seu trono, não obstante a oposição feita pelos seus inimigos, é o assunto do salmo. Davi o mantém em dois planos, literal e alegórico. Se lemos o salmo inteiro, primeiro com o olho literal de Davi, o sentido é óbvio, e se situa acima de qualquer disputa com a história sagrada. Há mesmo um brilho descomunal na expressão das figuras de linguagem, e a maneira de dizer é até exagerada de vez em quando, como se fosse de propósito para sugerir, e levar-nos a contemplar, os assuntos mais elevados e importantes que nisso se ocultam. Depois deste aviso, se virmos o salmo, desta vez, relacionando-o com a pessoa e os interesses do Davi espiritual, uma nobre série de eventos surge à vista imediatamente, e o sentido se torna mais evidente, além de mais exaltado. O colorido que talvez pareça muito ousado e gritante para o rei de Israel, não mais parecerá quando colocado sobre seu grande antítipo.

Depois de considerarmos com atenção os assuntos separadamente, se os considerarmos juntos, contemplaremos a beleza e majestade plena deste charmosíssimo poema. Perceberemos os dois sentidos muito distintos um do outro, mas que agem em perfeita harmonia, e mantêm uma semelhança admirável em cada aspecto e feição, enquanto a analogia entre eles é preservada com tanta exatidão, que qualquer dos dois pode ser aceito como o original do qual o outro foi copiado. Nova luz é lançada continuamente sobre a fraseologia, nova importância e dignidade são acrescentadas aos sentimentos, até que, ascendendo aos poucos das coisas inferiores para as superiores, dos afazeres humanos aos divinos, eles elevam o grande tema e, finalmente, o colocam na altura e resplandecência do céu."

DIVISÃO
Este salmo será melhor entendido se for visto como um retrato quádruplo. Nos versículos 1, 2, 3, as nações rugem; de 4 a 6, o Senhor nos céus caçoa deles; de 7 a 9, o Filho proclama o decreto; e de 10 ao final, aconselha-se os reis a concederem obediência ao ungido do Senhor. Esta divisão não é só sugerida pelo sentido, mas é garantida pela forma poética do salmo, que cai de forma natural em quatro estrofes de três versículos cada.

DICAS PARA O PREGADOR
Salmo inteiro. Mostra-nos a natureza do pecado e seus terríveis resultados se pudesse reinar.

VERS. 1. Nada há que seja mais irracional do que a irreligião, a descrença. Um tema de peso.
As razões pelas quais os pecadores se rebelam contra Deus, declaradas, refutadas, lamentadas e arrependidas.
A demonstração culminante do pecado humano no ódio do homem para com o Mediador.

VERS. 1 e 2. Oposição ao evangelho, irracional e inútil.
VERS. 1 e 2. Estes versículos mostram que é vã toda a confiança no homem, no trabalho de Deus. Como os homens fazem oposição a Cristo, não é bom depositar nossa confiança na multidão por ser numerosa, nem nos sinceros pelo seu zelo, nem nos poderosos por sua aprovação, ou nos sábios por seus conselhos, visto que todos esses na maioria das vezes são contra Cristo em vez de a favor dele.
VERS. 2. "O maior julgamento que já foi registrado" (Sermão de Spurgeon).

VERS. 3. O motivo real de haver oposição dos pecadores à verdade de Cristo, ou seja, seu ódio contra as restrições da piedade.
VERS. 4. Deus zomba dos rebeldes, tanto agora como no além.
VERS. 5. A voz da ira. Um de uma série de sermões sobre as vozes dos atributos divinos.
VERS. 6. A soberania de Cristo.
1. A oposição a ela: "Porém (ARA)."
2. A certeza de sua existência: "Eu mesmo estabeleci."
3. O poder que o mantém: "Eu estabeleci."
4. O lugar de sua manifestação: "Em Sião, no meu santo monte."
5. As bênçãos fluem dela.
VERS. 7. O decreto divino a respeito de Cristo, ligado aos decretos de eleição e providência. Jesus reconhecido como filho de Deus.
Este versículo nos ensina a declarar fielmente, e a reivindicar humildemente, os dons e chamado que Deus nos conferiu (Thomas Wilcocks).
VERS. 8. A herança de Cristo (William Jay).
A oração indispensável: Jesus precisa pedir.
VERS. 9. A ruína dos maus. É certa, irresistível, terrível, completa, irreparável, "como uma vasilha de oleiro".
A destruição de sistemas de erro e opressão que é esperada. O evangelho é um bastão de ferro capaz de quebrar vasilhas feitas pelo homem.
VERS. 10. A verdadeira sabedoria, digna para reis e juízes, se acha em obedecer a Cristo.
O evangelho é uma escola para aqueles que querem aprender a governar e julgar bem. Eles poderão considerar seus princípios, seu modelo, seu espírito.
VERS. 11. Experiência mista. Veja o caso das mulheres voltando do sepulcro (Mateus 28.8). Isso pode ser apresentado como assunto muito consolador, se o Espírito Santo dirigir a mente do pregador.
A verdadeira religião, um composto de muitas virtudes e emoções.
VERS. 12. Um convite sincero.
1. A ordem
2. O argumento.
3. A bênção sobre os obedientes (Sermão de Spurgeon).
 Última cláusula - Natureza, objetivo e bênção da fé salvadora.

PASTOR CHARLES URGNEM
FONTE:CH.Spurgeeon