SEDE ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTERIO DE SANTOS A PIONEIRA FUNDADA EM 1924

SEDE ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTERIO DE SANTOS  A PIONEIRA FUNDADA EM 1924

domingo, 26 de junho de 2011

                                                               SALMO 23

                                                                                                         TÍTULO
Não há nenhum título inspirado para este salmo, e não é necessário, pois ele não registra nenhum evento especial, e não precisa de outra chave além daquela que todo cristão pode encontrar em seu próprio peito. É a Pastoral Celeste de Davi; uma obra poética excelente, que nenhuma das filhas da música pode superar. A clarinada da guerra aqui dá lugar ao cachimbo da paz, e aquele que tão recentemente chorou as mágoas do Pastor em melodia ensaia as alegrias do rebanho. Sentado sob uma árvore frondosa, com seu rebanho em volta, como o pastorzinho de Bunyan no Vale da Humilhação, visualizamos Davi cantando essa pastoral incomparável com um coração cheio de alegria; ou, se o salmo é o produto de seus anos avançados, temos certeza de que sua alma se voltou em contemplação para os solitários ribeiros de água que ondulavam sussurrantes entre os pastos do deserto, onde nos primeiros dias ela fazia sua morada. Esta é a pérola dos salmos, cujo esplendor suave e puro deleita os olhos; uma pérola da qual Helicon não precisa se envergonhar, embora o Jordão o reivindique. Desse canto delicioso pode-se afirmar que sua piedade e sua poesia são iguais, sua doçura e sua espiritualidade são incomparáveis.

A posição deste salmo é digna de nota. Segue o salmo 22, que é peculiarmente o Salmo da Cruz. Não há pastos verdes, não há águas tranqüilas do outro lado do salmo 22. Só depois que lemos "Meu Deus, meu Deus, porque me desamparaste?" é que chegamos a "O Senhor é meu Pastor". Precisamos conhecer por experiência o valor do derramamento de sangue, e vermos a espada acordada contra o Pastor, antes que possamos verdadeiramente conhecer a doçura do cuidado do bom pastor.

Já se disse que aquilo que o rouxinol é entre os pássaros, esta ode divina é entre os salmos; pois tem soado docemente nos ouvidos de muitos pranteadores em sua noite de choro, e o tem podido esperar por uma manhã de alegria. Eu me aventuro a compará-la também à cotovia, que canta enquanto sobe, e sobe enquanto canta, até que some de vista, e mesmo então não nos deixa sem ouvi-la. Observe as últimas palavras do salmo - "Habitarei na casa do Senhor para sempre" -; são notas celestiais, mais adequadas às mansões eternas do que a esses lugares de moradia abaixo das nuvens. Ó, que nós possamos entrar no espírito do salmo enquanto o lemos, e então viveremos a experiência dos dias do céu aqui na terra!

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Trabalhe a comparação entre um pastor e suas ovelhas. Ele governa, guia, alimenta e as protege; e elas o seguem, o obedecem, o amam e confiam nele. Pesquise se somos ovelhas; mostre a sina dos cabritos que se alimentam ao lado das ovelhas.
VERS. 1 (segunda cláusula). O homem que está além do alcance da penúria para o tempo presente e a eternidade.

VERS. 2 (primeira cláusula). O descanso de crer.
1. Vem de Deus - "Ele me faz".
2. É fundo e profundo - "deitar", repousar.
3. Tem sustento sólido - "em verdes pastagens".
4. É assunto para louvor constante.
VERS. 2. O elemento contemplativo e o elemento ativo são satisfeitos.
VERS. 2. A frescura e a riqueza das Sagradas Escrituras.
VERS. 2 (segunda cláusula). Em frente. O Guia, o caminho, os confortos da estrada, e o viajante nela.

VERS. 3. Restauração graciosa, direção santa e motivos divinos.

VERS. 4 O silêncio macio do trabalho do Espírito.
VERS. 4. A presença de Deus é o único apoio seguro na morte.
VERS. 4. Vida na morte e luz nas trevas.
VERS. 4 (segunda cláusula). A calma e a quietude do fim do homem bom.
VERS. 4 (última cláusula). Os sinais do governo divino - a consolação dos obedientes.

VERS. 5. O guerreiro banqueteado, o sacerdote ungido, o hóspede satisfeito.
VERS. 5 (última cláusula). Os meios e os usos do ungir do Espírito Santo contínuas vezes.
VERS. 5. Providenciais abundâncias, e qual o nosso dever a respeito disso.

VERS. 6 (primeira cláusula). A bem-aventurança do contentamento.
VERS. 6. Na estrada e em casa, ou atendentes celestiais e mansões celestiais.

PASTOR CHARLES URGNEM



FONTE:CH.Spurgeeon

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um brado por perdão
"Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo"
Lucas 23.34


Como perdoá-lo se não posso confiar nele?", perguntava uma mulher (que conheci em um cruzeiro pelo Caribe), falando sobre o marido. Não era a primeira vez que a enganara nem a se­gunda, mas a terceira. Agora ele voltava, pedindo-lhe novamente perdão. Sendo honesto ao confessar o que fizera, ele esperava que o perdão fosse ime­diato, incondicional e completo. Afinal, a esposa era cristã!
O perdão soa maravilhosamente aos ouvidos, até que tenhamos de perdoar. Como perdoar alguém que continua quebrando as promessas? Por que perdo­ar alguém que não pede o perdão? E por que deve­ria ser você a perdoar, quando você foi o ofendido? Deve você perdoar alguém determinado a destruí-lo?
Talvez não haja lugar semelhante à cruz, em que nossas dúvidas sobre o perdão são respondidas com tamanha clareza. O primeiro brado do Salvador foi por perdão para os inimigos.


"Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo" (Lc 23.34).


Durante seu ministério, Jesus freqüentemente perdoava os que necessitavam de misericórdia. "Fi­lho, os seus pecados estão perdoados", disse Jesus ao paralítico (Mc 2.5). Suas declarações causavam uma avalanche de controvérsias, pois seus ouvintes sabiam que somente Deus podia perdoar pecados. Até mesmo o pecado cometido contra o semelhante é, em última análise, pecado contra Deus. Jesus ex­plicou que possuía autoridade para perdoar pecados, porque detinha credenciais de divindade.
Na cruz, porém, não exerceu essa prerrogativa di­vina, mas pediu ao Pai que fizesse o que ele, Jesus, havia feito anteriormente. Sacrificado como o Cor­deiro de Deus, recusou-se a assumir o papel de di­vindade. Ele, sem dúvida, era Deus, mas escolheu suspender seus direitos divinos. Identificou-se tão completamente conosco que, temporariamente, abriu mão de sua posição de autoridade. Ainda assim, seu coração preocupava-se com os que haviam instigado e cometido o maior crime da história. Ele orou para que o imperdoável fosse perdoado.
Em seu primeiro brado na cruz, Jesus chamou Deus de "Pai". E o faria novamente em seu último suspiro: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23.46). Mas, em meio à agonia, bradou: "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?" (Mc 15.34; grifo do autor). Como veremos mais adiante, foi esse seu momento mais sombrio, tão sombrio que teve repercussões até na natureza, quando a luz do Sol foi interrompida. Naquele momento, o Filho sen­tiu em si todo o castigo de nossos pecados, e até mesmo o Pai retirou dele sua abençoada presença.
Ele podia chamar Deus de "Pai" enquanto era tra­tado injustamente. Quando a multidão chegou ao lugar chamado "Caveira" (Lc 23.33), a cruz foi dei­tada no chão, e ele foi posto sobre ela. Foi nesse mo­mento que começou a oração. O texto grego registra que ele ficou repetindo: "Pai, perdoa-lhes..." (Lc 23.34). Embora preso injustamente e tendo sofrido danos pessoais, ele sabia que podia contar com a pre­sença e as bênçãos do Pai. Também sabia que a ora­ção pelos inimigos seria ouvida.
Todos os discípulos o abandonaram (com exce­ção de João, que mais tarde voltou à cena do crime). As injustiças dos inimigos e a traição dos amigos não abalaram a confiança que tinha na presença do Pai. Ele sabia que o Pai poderia tê-lo poupado daquela injustiça. Aliás, sendo a segunda pessoa da Trinda­de, podia ter escolhido descer da cruz. Mas se salvar dessa maneira não fazia parte dos planos firmados na eternidade. Sendo assim, ficou satisfeito em di­zer "Pai", apesar de seus direitos pessoais terem sido insolentemente ignorados e de insultos terem sido proferidos contra ele. Esses sofrimentos não oculta­ram a face daquele a quem ele queria agradar.
Warren Wiersbe, pastor da Moody Church, per­guntava: "Sua fé é abalada pela perversidade dos pe­cadores ou pela fraqueza dos santos?". Sim, algumas vezes nossa fé é abalada. Uma mulher cujo marido havia tentado destruí-la, colocando os quatro filhos contra ela, disse: "De forma alguma vejo Deus [...] ele não está em parte alguma nesta situação". Pode­mos nos identificar com ela, pois todos nós sentimos, em determinados momentos, que fomos abandonados por Deus. Dizemos a nós mesmos que pai algum seria mero espectador enquanto o filho estivesse so­frendo injustamente. Mas o Pai de Jesus Cristo ficou firme ao presenciar a mais absoluta perversidade. Cristo sabia que podia confiar no Pai, mesmo quan­do a maldade parecesse fora de controle.
Quando o homem deu o pior de si, Jesus orou, não por justiça, mas por misericórdia. Implorou para que seus inimigos não sofressem as conseqüências dos próprios atos de maldade. E orou, não após suas fe­ridas terem sarado, mas enquanto estavam sendo abertas. Palavras de perdão saíam de seus lábios en­quanto os pregos eram cravados em seu corpo, quando a dor era mais intensa, quando a aflição era mais aguda. Ele orou enquanto a cruz era baixada no bu­raco com um tranco. Foi nesse momento, em que os nervos ainda estavam extremamente sensíveis e a dor era inconcebível, que ele, vítima do maior crime da história, orou pelos criminosos.
Ele podia perdoar porque estava tratando dos as­suntos de seu Pai. No Getsêmani, ele orou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contu­do, não seja como eu quero, mas sim como tu que­res" (Mt 26.39). Não se tratava de uma investida de Satanás, embora este tivesse tentado adicionar al­guns ingredientes na poção. O cálice havia sido en­tregue a Jesus pelo seu Pai e consistia na tarefa de comprar "para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação" (Ap 5.9). Isso significava que o Filho seria cruelmente crucificado e se tornaria "pecado" por toda a humanidade. Ele sorveria do cálice do sofri­mento até o fim. O cálice compraria o perdão para aqueles por quem ele agora orava.
Será que podemos dizer "Pai" enquanto estamos sendo crucificados? Será que podemos orar pelo per­dão dos que estão tentando nos destruir? Será que te­mos fé suficiente para deixar o juízo nas mãos de nosso Pai celestial? 'Amados, nunca procurem vingar-se, mas
deixem com Deus a ira, pois está escrito: 'Minha é a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor" (Rm 12.19). Na cruz, vemos o autocontrole do Homem que tinha o po­der de destruir, mas, em vez disso, optou pelo perdão. Nessas palavras, está a esperança de nossa salva­ção. Então, acheguemo-nos para escutar mais aten­tamente o que está sendo dito. Talvez escutemos nosso nome sendo mencionado na súplica.


Uma súplica por perdão

Cercado pelo escárnio e enfraquecido pela perda de sangue, seus lábios apenas se moviam. O que ele estava tentando dizer? Estaria gemendo de dor? Es­taria murmurando palavras de autocomiseração? Ou estaria amaldiçoando os que o crucificaram? Não, ele tinha uma palavra de perdão para seus inimigos: "Pai, perdoa-lhes...". Apesar de ser pessoalmente puro, ele foi "contado entre os transgressores" (Is 53.12). )á naquele momento, ele estava levando sobre si os pecados destes e implorando que seu sacrifício tam­bém pudesse ser aplicado a eles. Até mesmo isso foi cumprimento de profecia: "Ele levou o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu" (Is 53.12). Ele orou em voz alta para que soubéssemos que estávamos incluídos na oração. Já na noite anterior, no jardim do Getsêmani, ele se lembrara de nós:


Minha oração não é apenas por eles. Rogo tam­bém por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles tam­bém estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste (]o 17.20,21).


A oração iniciada naquela noite continuou na cruz, e ainda hoje ele se encontra à direita do Pai, interce­dendo por nós. Esteja certo de que ele nunca se es­quecerá de nós.


Ele consigo leva cinco feridas que sangram
Recebidas no Calvário.
Delas se derramam eficazes orações
Que imploram veementemente por mim.
"Perdoa-lhe, oh, perdoa-lhe", elas clamam,
"Tampouco deixa este pecador resgatado morrer!"3


Passemos à frase seguinte da oração: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo" (Lc 23.34). Eles ignoravam o delito que estavam cometendo? É lógico que não! Judas sabia que havia traído o amigo; Pilatos sabia que havia condenado um homem inocen­te; o Sinédrio sabia que havia subornado testemunhas falsas para sustentar as acusações. Nenhum deles ig­norava os crimes dos quais eram culpados, mas ignora­vam a monstruosidade de seus crimes. Por alguma razão, não sabiam que estavam crucificando o Filho de Deus.
Paulo, o apóstolo, concordou. Ele disse que o co­nhecimento estava oculto para nós e acrescentou: "Nenhum dos poderosos desta era o entendeu, pois, se o tivessem entendido, não teriam crucificado o Senhor da glória" (1Co 2.8). Se eles soubessem o que agora está claro, teriam reconhecido Jesus como o Messias, o Senhor da glória. O crime deles era mui­to maior do que poderiam imaginar, devido ao valor infinito daquele a quem condenaram. Estavam cons­cientes do que haviam feito, mas não de tudo que haviam feito.
O Antigo Testamento diferencia o pecado come­tido na ignorância do delito cometido deliberadamente. "Todo aquele que pecar com atitude desafiadora [...] insulta o Senhor, e será eliminado do meio do seu povo" (Nm 15.30). O tal pecado de natureza é especialmente perverso, pois, cometido conscientemente, é voluntário e subversivo. Jesus falou de um pecado imperdoável, cometido pela na­ção de Israel na rejeição persistente e deliberada ao Messias. Obviamente, havia diversos graus de res­ponsabilidade, visto que o povo possuía variados ní­veis de conhecimento. Para alguns, a rejeição a Cristo foi uma desobediência voluntária.
Compare isso com o pecado cometido na igno­rância: "Quando alguém cometer um erro, pecando sem intenção [...] trará ao Senhor um carneiro do rebanho..." (Lv 5.15). Pecados dessa natureza ne­cessitavam de sacrifício, mas não eram tão sérios quanto a desobediência premeditada e desafiadora. Mesmo na época do Antigo Testamento, Deus avali­ava o comportamento humano pela postura do cora­ção e pelo nível de conhecimento.
Não nos esqueçamos do fato de que até mesmo os pecados cometidos na ignorância precisam de per­dão. Jesus não disse: "Eles não sabem o que estão fazendo, por isso deixe-os ir em paz". Deus jamais rebaixa seus padrões de justiça ao nível de nossa ig­norância. Os pecados cometidos na ignorância, ain­da assim, são pecados. A culpa dos que crucificaram a Jesus era real e objetiva, a despeito de quanto a compreendessem.
Você alguma vez avançou o sinal vermelho "por ignorância"? Um amigo meu discutiu com um policial, tentando provar que não havia notado que o sinal estava vermelho. Você pode adivinhar quem venceu a discussão. A ignorância não é desculpa em nossa sociedade e também não é desculpa na presença de Deus. Além do mais, os que crucificaram a Jesus deve­riam saber disso — e saberiam, se não tivessem medo da verdade.
Compare o conhecimento deles com o nosso. Eles não sabiam que a ressurreição de Jesus se seguiria à crucificação; não sabiam que a igreja que transforma­ria o mundo se originaria no Pentecoste; não sabiam que seria escrito o Novo Testamento, o qual explica­ria claramente e, em detalhes, os planos de Deus para as eras vindouras. Freqüentemente, perguntam-me se os que pertencem a outra religião e jamais ouvi­ram falar de Cristo serão salvos. Normalmente, essa pergunta é formulada por pessoas que possu­em bons conhecimentos acerca de Cristo e podem avaliar suas qualificações. Parecem estar mais pre­ocupadas com os que jamais ouviram falar dele que com a própria resposta com relação a Deus. Mas se a responsabilidade é baseada no conhecimento, os que nasceram em nossa cultura passarão por uma condenação muito maior que os que nunca ouviram falar de Cristo.
Certamente, o pecado demonstra nossa ignorân­cia. Não temos idéia da grandeza de nosso pecado porque não compreendemos a grandeza de nosso Deus. Mas, hoje em dia, temos menos desculpas que em qualquer outra época. Não temos nenhuma ra­zão para dar as costas ao Salvador, que nos deixou testemunhos óbvios de sua autenticidade.


Se a mensagem transmitida por anjos provou a sua firmeza, e toda transgressão e desobediência recebeu a devida punição, como escaparemos, se negligenciarmos tão grande salvação? [...] Deus também deu testemunho dela por meio de sinais, maravilhas, diversos milagres e dons do Espírito Santo distribuídos de acordo com a sua vontade" (Hb 2.2-4).


Conheci um jovem que, audaciosamente, optou por rejeitar a Jesus. Ele fora criado em uma boa família cristã e havia freqüentado escolas cristãs. A cul­pa dele é maior que a de seu melhor amigo na facul­dade, que cresceu sem pais cristãos, sem igreja e sem modelo moral. Ambos são culpados, ambos estão cheios de motivos para buscar a Cristo e ambos es­tão desprezando a salvação, mas com diferentes ní­veis de responsabilidade. Arthur Pink escreveu que pessoas assim estão "cegas para a própria loucura".4


A resposta à oração de Jesus

"Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fa­zendo."


Essa oração foi respondida? Tenho certeza de que Jesus recebia absolutamente tudo que pedia. Ao con­trário de nós, o Filho sempre conheceu a vontade do Pai, de modo que sempre agradava ao Pai dar tudo que seu amado Filho lhe pedia. Foram perdoados todos por quem Jesus orou. É claro que não quero com isso dizer que todos os envolvidos na crucificação foram perdoa­dos. Muitos morreram em seus pecados, mas aqueles por quem foi feita a oração receberam o perdão.
"Agora encontramo-nos como pecadores aos pés de sua cruz", escreveu Bonhoeffer, "e agora, uma questão de difícil compreensão é solucionada: Jesus Cristo, o inocente, clama enquanto a vingança de Deus sobre os ímpios é cumprida. [...] Aquele que suportou a vingança, somente ele, pode pedir per­dão para os ímpios".5 Nesse ponto, a vingança de Deus foi retirada, para que o perdão pudesse vir da mesma pessoa que orou por isso. Na verdade, Jesus estava orando para que sua morte fosse eficaz sobre quem devia ser.
Alguns dos soldados presentes ao pé da cruz fo­ram perdoados. O centurião, que provavelmente era o responsável pelo suplício na cruz, ficou profunda­mente perturbado com a escuridão, o terremoto e a ruptura do véu do Templo. Posicionando-se contra a opinião popular, exclamou: "Verdadeiramente este era o Filho de Deus!" (Mt 27.54). Espero vê-lo no céu.
Dentre os judeus de Jerusalém que pediram a cru­cificação — os que diante de Pilatos gritaram: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos!" (Mt 27.25) — muitos foram perdoados. Talvez quei­ramos argumentar que eles não ignoravam o que es­tavam fazendo. Certamente imaginamos que tais pessoas não eram as que Jesus tinha em mente, pois pareciam saber exatamente o que estavam fazendo.
Por incrível que pareça, Pedro acreditava que elas ignoravam a total extensão da própria culpa. Ouçam a pregação: "Vocês mataram o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos [...] Agora, irmãos, eu sei que vocês agiram por ignorância, bem como os seus líderes" (At 3.15,17). Por causa de seu ser­mão, cerca de 2 mil pessoas aceitaram a Jesus como o Messias. Devemos somar esse número aos 3 mil que responderam à mensagem do dia de Pentecoste, que perfazem 5 mil pessoas (At 4.4). Também le­mos que um grande número de sacerdotes confes­sou a Jesus como Senhor (At 6.7). Tudo isso em resposta a oração de Jesus!
Medite sobre a misericórdia divina! Deus não res­ponsabilizou aqueles criminosos pela morte de seu amado Filho! Vários deles proclamaram: "Que o san­gue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos!" (Mt 27.25), significando que assumiriam a responsabili­dade pela morte de Jesus pelas gerações futuras. Mas na soberana graça de Deus, o sangue de Cristo foi, em vez disso, aplicado sobre o coração deles! Jim Nance observa que Deus "virou as palavras deles ao contrário, utilizando o sangue de Cristo para a obra mais gloriosa de sua salvação eterna".6
Será que Deus perdoou essas pessoas sem que tivessem pedido perdão? Não! A oração não foi feita a favor dos que não queriam ser perdoados, mas dos que buscaram o perdão. Não se tratava de uma oração genérica, que cobria todos os que participaram da crucificação, e sim de uma oração específica por aque­les que Deus salvaria. Não possuímos nenhuma evi­dência de que Jesus tenha, alguma vez, orado pelo inundo como um todo, e sim de que ele orou por aqueles que, embora ainda não fizessem parte de sua família, um dia passariam a fazê-lo (Jo 17.9).
Se Jesus tivesse descido da cruz, a oração dele não poderia ter sido respondida. As conversões que ocorreram 2 mil anos atrás foram os "primeiros fru­tos", os quais anunciam o dia em que Israel será sal­vo. E as conversões dos gentios também foram as "primícias", prenunciando o dia em que nós, os gen­tios, seremos recebidos nos céus.


Respostas às nossas dúvidas

Na oração de Jesus, podemos encontrar pelo menos algumas respostas às nossas dúvidas sobre perdão. Existem pecados "imperdoáveis"? A resposta é não, pois, se até mesmo o assassinato do Filho de Deus foi "perdoável" para os que buscaram o per­dão, logo, todos os pecados são perdoáveis. No dia 9 de fevereiro de 2001, um submarino americano emer­giu e bateu em um pesqueiro japonês, o que resul­tou no afogamento de nove pessoas. Foi noticiado que os pais de uma das vítimas, um rapaz, declara­ram: "O que aconteceu foi imperdoável". Sabemos o que queriam dizer, pois às vezes o ser humano sente uma perda de forma tão profunda, que perdoar fica além de sua capacidade. Quando a babá é a respon­sável pela morte da criança, os pais freqüentemente sentem que lhes é impossível perdoar. Mas o que o homem não pode perdoar, Deus pode. A cruz pode reparar o irreparável.
Um homem que havia estuprado quatro mulhe­res escreveu-me perguntando se poderia ser perdoado. Meu primeiro impulso foi dizer: "No que depender de mim, não!". Mas a resposta é: "Sim". Ele pode ser perdoado por Deus, ainda que as vítimas que tive­ram a vida destruída jamais o perdoem. Ele, bem como uma multidão de outros iguais a ele, deve se contentar com o perdão de Deus quando lhe faltar o perdão do homem. Não existe pecado imperdoável para os que se achegam a Cristo em busca de per­dão. Mas para os que o rejeitam, todos os pecados são imperdoáveis.
Clarence Cranford escreveu: "Com essa oração proferida na cruz, Jesus construiu uma ponte de per­dão, por onde os torturadores, arrependidos, podi­am chegar ao Pai".7 Deus não responsabilizou pelo assassinato de seu precioso Filho, o Senhor da Glória, os que desejavam crer. A oração de Jesus foi respon­dida, porque a cruz é o próprio Deus nos substituin­do. Ele, que não precisava de perdão, morreu por todos, e, não fosse pela morte dele, estaríamos con­denados.
Se você é sempre tentado a pensar que Deus não leva a sério o pecado, olhe para o Calvário. Um amigo contou-me como pregou o Evangelho a uma mulher em um avião, que se considerava correta o suficiente para ir ao céu. Quando ele perguntou o que ela faria se as obras que realizava não fossem boas o suficien­te, a mulher respondeu: "Eu diria a Deus que ele de­veria maneirar".
A colina da Caveira, como era chamado o Calvário, faz-nos lembrar que Deus não tem como "maneirar". A marcante santidade divina exigia um castigo enor­me. E ainda que Deus nos perdoasse por causa de Cristo, não seria essa sua função ou obrigação. Ele nos perdoa por misericórdia imerecida para conosco, cuja correta punição seria o inferno. A cruz é a ponte de amor do Redentor. Nela, atravessamos o abismo que nos separa de Deus, que graciosamente provi­denciou o perdão para os que crêem. Se não enten­dermos isso, não compreenderemos o Evangelho.
Então, devemos orar pelos que não pedem nosso perdão? Sim, Jesus orou pelos seus inimigos antes que eles se tornassem amigos. Obviamente, desco­nhecemos a reação daqueles por quem oramos. Não sabemos se irão buscar o perdão de Deus ou o nos­so perdão, caso tenham errado conosco. Ainda as­sim, Jesus ensinou aos seus discípulos: "Orem por aqueles que os perseguem" (Mt 5.44). Essas são as orientações de Cristo para quando nossos inimigos fizerem conosco o que fizeram com ele. Podemos orar como Jesus: "Perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo", mas diferentemente dele, não sabe­mos como nossa oração será respondida.
Devemos perdoar os que não nos pedem perdão? Visto que Deus não perdoa os que se recusam a lhe pedir perdão, por que deveríamos agir de maneira di­ferente? Porque, ao conceder o perdão, ainda que não tenha sido pedido, depositamos diante de Deus nos­so amargor e entregamos os adversários a ele.
Nos relacionamentos humanos, mesmo quando se pede perdão, a reconciliação jamais é uma certe­za. "Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: 'Es­tou arrependido', perdoe-lhe" (Lc 17.3,4). O objeti­vo do perdão é sempre a reconciliação, ou seja, a união de dois corações amargurados. Porém, mesmo quando o perdão não é pedido, a parte caluniada ain­da pode optar por "perdoar", desde que a injustiça seja passada para Deus. Caso contrário, a mágoa e a raiva acabam destruindo a alma humana e entriste­cendo o Espírito Santo. O autor do delito já causou dor suficiente. A única forma de livrar-se de sua con­tínua influência é "perdoando", ao entregar a ques­tão a Deus.
Até onde sabemos, Timothy McVeigh, o homem que explodiu o prédio em Oklahoma e assassinou 168 pessoas, morreu sem ser perdoado por Deus e pelos homens. Não havia motivo algum para que os parentes das vítimas lhe concedessem o perdão que ele não queria ou pedira. Mesmo assim, entre os so­breviventes, os que foram capazes de "perdoar", con­fiando em Deus para o "acerto de contas", serão recompensados com saúde e estabilidade emocional. Assim é o espírito de Jesus.
Mas, onde está a justiça? Como optar pelo "per­dão" para um homem que merece um destino pior que a morte? Como abrir mão da ira que, com justi­ça, busca compensação ou vingança? Jesus também nos ajuda nesse ponto. "Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas en­tregava-se àquele que julga com justiça" (1Pe 2.23). Jesus pode perdoar sem desistir do desejo de justiça. Ele não sentiu necessidade de ajustar as contas na­quele momento e entregou seu problema ao Juiz do Universo, aguardando o veredicto final.
Dois mil anos se passaram, e os que maltrataram a Jesus e rejeitaram seu perdão — criminosos — ain­da não foram levados à justiça. Mas está chegando o dia em que estarão diante do Pai daquele que foi tão cruelmente martirizado. Jesus contentou-se em aguar­dar por esse dia, pois não havia hesitação em sua fé na justiça do Pai. Sim, nós também podemos confiar naquele que julga com justiça.
A mulher abandonada pelo marido por causa de uma amante; a adolescente que teve a infância roubada ao sofrer abusos do pai; o irmão que foi passa­do para trás na herança por um parente inescrupuloso — esses, e outros semelhantes a eles, devem en­tregar a mágoa a Deus. Devem contentar-se com a certeza de que casos assim ainda serão julgados no verdadeiro e supremo tribunal.
Devemos perdoar todos os que nos pedem perdão? E, mesmo quando duvidamos da sinceridade, podemos acreditar em suas razões? A resposta é sim, pois não podemos ver o coração humano. Jesus disse aos discí­pulos que eles deveriam estar dispostos a perdoar di­versas vezes — "setenta vezes sete" — se quisessem compreender o perdão divino. No entanto — e isto é importante — o perdão deve, mais uma vez, ser distinguido da reconciliação. A mulher pode perdoar o mari­do adúltero, mas isso não a obriga a acreditar cegamente em seu modo de vida. Para que isso aconteça, será ne­cessário algum tempo, aconselhamento psicológico, prestação de contas etc. Recuperar a confiança de al­guém é um processo longo e freqüentemente difícil.
Onde o pecado não é levado a sério, o perdão é recebido de forma leviana. Até mesmo o arrependi­mento sincero deve ser atualizado pela disciplina e com uma entrega diária a Deus. Toda a nossa vida deve ser caracterizada pelo arrependimento. Nenhum ato de arrependimento em si garante uma vida de obediência a partir do perdão.
O primeiro brado da cruz ecoa a única palavra sem a qual não podemos ser salvos: perdão. Tanto naquela época quanto agora, ele é livremente conce­dido aos que o recebem humildemente. Afortunada­mente, a morte de Jesus fez que a resposta a essa oração se tornasse uma realidade.


PASTOR CHARLES URGNEM






Fonte : Erwin W Lutzer

terça-feira, 21 de junho de 2011

 ORAÇÃO EFICAZ



"Ah, se eu soubesse onde encontrá-lo, e pudesse chegarão seu tribunal! Exporia ante ele a minha causa e encheria a minha boca de argumentos. "
- Jo 23:3,4

Em sua mais extrema aflição Jó clamou ao Senhor. O supremo desejo de um aflito filho de Deus é, uma vez mais, ver a face de seu Pai. Sua primeira oração não é, "Ah, se eu pudesse ser curado da enfermidade que agora enche meu corpo de chagas!" nem, "Ah, se eu pudesse ver meus filhos trazidos de volta das profunde­zas da morte e minhas propriedades mais uma vez reavidas das mãos do espoliador!" mas seu primeiro e mais profundo clamor é, "Ah, se eu soubesse onde encontrá-lo - aquele que é o meu Deus! - e pudesse chegar ao Seu tribunal!"
'Os filhos de Deus correm para casa quando chega a tempestade. É instinto natural de uma pessoa salva buscar abrigar-se de todos os males sob as asas do Senhor. "Aquele que fez de Deus o seu refúgio", poderia servir como título para um verdadeiro crente. Um hipó­crita, quando sente que foi afligido por Deus, se revolta contra a aflição e, como um escravo, foge de seu mestre que o açoitou; o mesmo, no entanto, não acontece com um verdadeiro herdeiro do céu; ele beija a mão que o castigou e busca abrigar-se da vara no seio do mesmo Deus que lhe havia repreendido,
Você perceberá que o desejo de ter comunhão com Deus se intensifica devido terem fracassado todas as outras fontes de consolação. Quando Jó viu seus amigos pela primeira vez à distância, talvez ele tenha alimentado a esperança de que a ternura deles e seus conselhos bondosos mitigassem suador, mas logo depois que eles falaram ele clamou com amargura: "Todos vós sois consoladores molestos." Eles puseram sal em suas feridas, agravaram sua tristeza, aumentaram censuras acrimoniosas ao amargor de suas aflições. No calor do seu sorriso, anteriormente eles desejaram se aquecer, porém agora ousam duvidar da sua reputação da forma mais injusta e ingrata. Assim sendo, o patriarca volveu--se de seus amigos pessimistas e olhou para o trono celestial, do mesmo modo que um viajante se volta do seu cantil vazio, indo às pressas para o poço. Ele des­carta as esperanças terrenas e exclama: "Ah, se eu soubesse onde encontrar meu Deus!" Nada nos ensina melhor quão precioso é o Criador, do que a percepção da futilidade de tudo que nos cerca. Quando você se sente terrivelmente afligido pelo juízo, "Maldito o homem que confia no homem e faz da carne o seu braço", então você fruirá indizível doçura desta segurança divina: "Bem-aventurado aquele cuja confiança está no Senhor e cuja esperança é o Senhor"* Afastando-se com desdenhoso amargor dos favos da terra, onde não encontrou mel, e sim afiados aguilhões, você se regozijará nAquele cuja palavra fiel é mais doce do que o mel ou o favo de mel.
Podemos observar ainda que, embora um bom homem se dirija apressadamente a Deus quando em problemas, e corra velozmente por causa da falta de bondade de seus amigos, muitas vezes a alma redimida é privada da confortável presença de Deus. Esta é a pior de todas as tristezas; o clamor neste texto é um dos gemidos mais profundos de Jó, muito mais profundo do que qualquer outro que tenha surgido por causa da perda de seus filhos e propriedades: "Ah, se eu soubesse onde encontrar meu Deus!" A pior de todas as perdas é perder o sorriso do meu Deus. Já experimentou, então, algo da amargura do clamor de seu Redentor; "Deus meu, Deus meu, porque me desamparastes?" A presença de Deus está sempre com o Seu povo, em certo sentido, quanto a sustentá-lo secretamente, mas Sua presença manifesta eles não gozam constantemente. Assim como a esposa no Cantares de Salomão, eles buscam seu amado pela noite sobre sua cama, procuram-no mas não o acham, e embora se levantem e perambulem pela cidade não podem encontrá-lo, e esta pergunta pode ser feita ansiosamente a todo instante: "Tendes visto aquele a quem minha alma ama?" Você pode ser amado por Deus e não ter consciência desse amor em tua alma. Você pode ser tão querido ao Seu coração como o pró­prio Jesus Cristo e, no entanto, momentaneamente ser abandonado por Ele, assim como num breve momento de ira Ele pode esconder-Se de você.
Mas, nessas ocasiões o desejo da alma crente aumenta em intensidade devido a luz de Deus ter-lhe sido retirada. Ao invés de dizer orgulhosamente: "Bem, se Ele me deixou então terei que passar sem Ele; se não posso ter Sua confortadora presença devo lutar da melhor forma possível", a alma exclama: "Não, é a minha própria vida, preciso ter o meu Deus. Pereço, atolo-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé, e nada a não ser o braço de Deus pode me libertar". A alma agraciada se empenha com zelo redobrado para encontrar a Deus, e envia aos céus seus gemidos, súplicas, soluços e suspiros com mais freqüên­cia e mais fervor. "Ah, se eu soubesse onde encontrá-lo!" Distância ou fadiga não são nada, se a alma somente soubesse para onde ir, logo percorreria a distância. Ela não faz nenhuma exigência acerca de montanhas ou rios, mas promete que se soubesse, chegaria mesmo até ao Seu tribunal. Minha alma em seu desejo ardente quebraria paredes de pedra ou escalaria as ameias dos céus para alcançar seu Deus, e embora existisse sete infernos entre eu e Ele, mesmo assim, encararia as chamas se apenas pudesse alcançá-lO. Nada me desanimaria se tivesse esperança de, ao final, permanecer em Sua presença e sentir o delírio do Seu amor. Esse me parece ser o estado mental no qual Jó proferiu as palavras que estamos considerando.
Mas não podemos parar neste ponto. Parece que o alvo de Jó em desejar a presença de Deus, era para que pudesse orar a Ele. Jó havia orado, porém queria sentir--se na presença de Deus. Ele desejava suplicar ante Alguém que o ouviria e o ajudaria. Ansiava ardentemente expor o seu caso diante do Juiz imparcial, diante da face do Deus todo sábio; e passando das cortes inferiores, onde seus amigos emitiram juízo injusto, ele queria ape­lar para o Tribunal Superior de justiça - o Alto Tribunal do céu. Lá, segundo ele, "Com boa ordem exporia ante ele a minha causa, e a minha boca encheria de argumentos".
Neste último versículo citado, Jó nos ensina como ele almejava suplicar e interceder diante de Deus. De certa forma, ele nos revela os segredos do seu íntimo e nos mostra a arte da oração. Aqui somos incorporados ao grêmio dos suplicantes; é-nos mostrado a arte e o mistério da súplica; aqui se nos ensina a abençoada ciência e habilidade da oração, e se nós nos tornarmos aprendizes de Jó, e se pudermos receber uma lição do seu Mestre, poderemos adquirir bastante habilidade para interceder diante de Deus.


Pr Charles Urgnem





FONTE:CH.Spurgeeon

terça-feira, 7 de junho de 2011

As Assembleias de Deus no Brasil completam seu Centenário no dia 18 de Junho, graças aos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren que, em 1911, trouxeram o Evangelho de Jesus através de um trabalho de ousadia, perseverança e muita fé.
Em comemoração a esse acontecimento, as Assembleias de Deus - Ministério de Santos realizarão eventos em diversas cidades.

Participe dessa grande festa!

Confira a agenda abaixo! 
(Para ver os endereços, consulte nosso calendário)

FOTOS, VÍDEOS E MUITO MAIS VOCÊ ENCONTRA NO PERFIL OFICIAL DO CENTENÁRIO NA ALKI PAGE -www.alki.com.br/Centenario 

MAIO
26/Quinta - Mongaguá
27/Sexta - Pedro de Toledo
28/Sábado - Vila São Paulo - Itanhaém

JUNHO
02/Quinta - Juquiá
03/Sexta - Miracatu
04/Sábado - Peruíbe I
09/Quinta - São Sebastião
10/Sexta - Caraguatatuba
11/Sábado - Ilha Bela
17 a 20/Sexta a Segunda - Belém do Pará
30/Quinta - Boracéia

JULHO
01/Sexta - Cajati
02/Sábado - Registro
07/Quinta - Ribeirão Pires
08/Sexta - Brasilândia
09/Sábado - Rio Grande da Serra
16/Sábado - Mococa
21/Quinta - Olímpia
22/Sexta - São José do Rio Preto
23/Sábado - Bebedouro

AGOSTO
04/Quinta - Cajuru
05/Sexta - Machado
06/Sábado - Guaxupé
07/Domingo - São Sebastião do Paraíso
11/Quinta - Praia Grande
13 /Sábado - Campos Sales - São Vicente
18/Quinta - Parque Continental - São Vicente
19/Sexta - Cubatão - Vila Nova
20/Sábado - Guarujá - Helena Maria
25/Quinta - Paraná 20 - Guaruja
26/Sexta - Bertioga
27/Sábado - Santos 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SALMO 7

TÍTULO
"Shiggaion de Davi, que ele cantou ao Senhor, com respeito à palavra de Cuse, o benjamita." "Confissão de Davi" - Até onde podemos constatar pelas observações de homens doutos, e de uma comparação desse salmo com o único outro Shiggaion na Palavra de Deus (Habacuque 3.1), esse título parece significar "Cânticos variados", com o qual está associada também a idéia de consolação e prazer. Realmente, nosso salmo da vida é composto de versículos variáveis; uma estrofe acompanha a métrica sublime de triunfo, mas outra segue com dificuldade o ritmo desigual da queixa. Há muita nota grave na música do santo. Nossa experiência é tão variável quanto o tempo.

A partir do título, ficamos sabendo quando esse cântico foi composto. É provável que Cuse, o benjamita, tenha acusado Davi perante o rei Saul de conspiração traiçoeira contra sua autoridade real. E nisso Saul parecia disposto a crer prontamente, tanto pelo ciúme que tinha de Davi, como pelo possível relacionamento que possa ter existido entre ele, filho de Quis, e este Cuse, ou Quis, o benjamita. Aquele que está perto do trono pode fazer mais mal a um súdito do que um difamador comum.

Este salmo pode receber o nome de CÂNTICO DO SANTO CALUNIADO. Mesmo o mais aflitivo dos males - a calúnia - pode ser motivo para um salmo. Que bênção se pudéssemos transformar até o evento mais desastroso evento em motivo de um canto e, assim, vencermos nosso maior inimigo. Aprendamos uma lição com Lutero, que disse, certa vez: "Davi criou os salmos; nós também faremos salmos, e os cantaremos tão bem quanto possível para a honra de nosso Senhor, e para revidar e zombar do diabo".

DIVISÃO
No primeiro e segundo versículos, o perigo é declarado, e a oração oferecida. Então, o salmista declara solenemente sua inocência (3, 4, 5). Implora-se ao Senhor que se levante para julgar (6, 7). O Senhor, sentado em seu trono, ouve o apelo renovado do suplicante caluniado (8, 9). O Senhor inocenta seu servo e ameaça os maus (10, 11, 12, 13). Numa visão, o caluniador é visto com uma maldição sobre sua própria cabeça (14, 15, 16), enquanto Davi se afasta do julgamento cantando um hino de louvor ao seu Deus justo. Temos aqui um sermão nobre sobre esse texto: "Nenhuma arma forjada contra você prevalecerá, e você refutará toda língua que a acusar" (Is 54.17).

DICAS PARA O PREGADOR

VERS. 1. A necessidade de fé quando nos dirigimos a Deus. Mostre a inutilidade da oração sem confiança no Senhor.

VERS. 1, 2. Vistos como uma oração para libertar de todos os inimigos, especialmente de Satanás, o leão.

VERS. 3. Autovindicação diante dos homens. Quando possível, sensato ou útil. Com observações sobre com que espírito isso deve ser tentado.

VERS. 4. "A melhor vingança." Mal por bem é estilo do diabo, mal por mal é estilo de fera, bem pelo bem é estilo do homem, bem pelo mal é estilo de Deus.

VERS. 6. Como e em que sentido a ira divina pode se tornar a esperança dos justos.
Fogo que se vence com fogo, ou a ira do homem vencida pela ira de Deus.

VERS. 7. "A congregação do povo."
1. Quem são.
2. Porque se congregam um com o outro.
3. Onde congregam.
4. Por que escolhem tal pessoa para ser o foco central de sua congregação.
VERS. 7. A reunião dos santos em torno do Senhor Jesus.
VERS. 7. (última cláusula). A vinda de Cristo para julgar pelo bem de seus santos.

VERS. 8. O caráter do Juiz diante de quem todos precisamos nos colocar.

VERS. 9. (primeira cláusula).
1. Mudando seus corações; ou
2. Refreando suas vontades,
3. Ou privando-as de poder,
4. Ou removendo-as.
Mostre quando e por que tal oração deve ser oferecida, e como podemos trabalhar para sua realização.
VERS. 9. Este versículo contém duas grandes orações, e uma prova nobre de que o Senhor pode concedê-las.
VERS. 9. O período de pecado e a perpetuidade dos justos (Matthew Henry).
VERS. 9. "Ao justo dá segurança" Estabeleça os justos. Por quais meios e em que sentido os justos nomeados, ou, a verdadeira igreja estabelecida.
VERS. 9. (última cláusula). Deus experimenta/julga os corações dos homens.

VERS. 10. "Reto de coração." Explique o caráter.
VERS. 10. A confiança do crente em Deus, e o cuidado de Deus sobre ele. Mostre a ação da fé em obter defesa e proteção, e daquela defesa sobre nossa fé fortalecendo-a.

VERS. 11. O Juiz e as duas pessoas no seu julgamento.
VERS. 11. (segunda cláusula). A ira presente, diária, constante e veemente de Deus contra os maus.

VERS. 12. Veja o sermão de Spurgeon. Se voltar ou se queimar.

VERS. 14, 15, 16. Ilustre com três figuras os artifícios e a derrota dos perseguidores.

VERS. 17. O excelente dever do louvor.
VERS. 17. Veja o versículo em relação ao sujeito do salmo, e mostre como a libertação dos justos e a destruição dos maus são temas para cânticos.

PASTOR CHARLES URGNEM





FONTE:CH.Spurgeeon