SEDE ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTERIO DE SANTOS A PIONEIRA FUNDADA EM 1924

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011


SALMO 91

TÍTULO
Este salmo não tem título, e não possuímos meios de saber ao certo o nome do escritor, nem a data de sua composição. Os doutores judaicos consideram que, quando o nome do autor não é mencionado, podemos atribuir o salmo ao último escritor nomeado; e, se for assim, este é outro salmo de Moisés, o homem de Deus. Muitas expressões aqui são similares àquelas de Moisés em Deuteronômio, e a evidência interna, pelas expressões idiomáticas, apontariam-no como o compositor. A vida prolongada de Josué e Calebe, que seguiram plenamente o Senhor, ilustra com grandeza este salmo, pois eles, como recompensa por terem permanecido sempre perto do Senhor, continuaram a viver "entre os mortos, em meio aos seus túmulos". Por essa razão, não é improvável que este salmo tenha sido escrito por Moisés, mas não ousamos ser dogmáticos a esse respeito. Se a pena de Davi foi usada para nos dar esse poema incomparável, não podemos acreditar, como fazem alguns, que ele assim comemorou a praga que assolou Jerusalém por ter contado o povo. Para ele, então, cantar de si mesmo que via "a recompensa dos ímpios" seria inteiramente contrário à sua declaração, "Eu pequei, mas estas ovelhas, o que fizeram?" e a ausência de qualquer alusão ao sacrifício sobre Sião não poderia ser de qualquer forma explicada, visto que o arrependimento de Davi inevitavelmente o teria levado a frisar o sacrifício expiatório e o aspergir do sangue pelo hissopo.

Em toda a coletânea não há nenhum salmo mais alegre, seu tom é elevado e sustentado do começo ao fim, a fé é clara e seu texto é nobre. Um médico alemão costumava dizer que ele era a melhor defesa em tempos de cólera, e, na verdade, constitui mesmo um medicamento celestial contra pragas e pestes. Aquele que pode viver no espírito do salmo 91 será destemido, mesmo que as cidades sejam assoladas por pestes e pragas, e os túmulos se encham de carcaças.

DIVISÃO
Desta vez seguiremos as divisões sugeridas por nossos tradutores no início do salmo, porque são expressivas e sugestivas.
Sl 91.1-2 - O estado dos piedosos.
Sl 91.3-8 - Sua segurança.
Sl 91.9-10 - Sua habitação.
Sl 91.11-13 - Seus servos.
Sl 91.14-16 - Seu amigo, com os bens de todos eles.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. O lugar de moradia secreto. Existe o habitante do mundo das trevas, da terra favorecida, da cidade santa, do átrio exterior; mas o santo dos santos é o "lugar secreto" - comunhão, aceitação.
2. A sombra protetora - segurança, paz; como as aldeias de tempos antigos agrupadas abaixo dos muros dos castelos (Charles A. Davis).
VERS. 1.
1. A pessoa. Quem está em comunhão íntima, pessoal, secreta, per ma com Deus, habitando junto ao propiciatório, dentro do véu.
2. O privilégio. Ele é hóspede de Deus, protegido, revigorado e consolado por ele, e isso até toda a eternidade.

VERS. 1-2. Quatro nomes de Deus.
1. Temos comunhão com ele reverentemente, pois ele é o Altíssimo.
2. Descansamos nele como o Todo-Poderoso.
3. Alegramo-nos nele como Jeová ou Senhor.
4. Confiamos nele como EL, o poderoso Deus.

VERS. 2.
1. Observe os substantivos aplicados a Deus - refúgio de aborrecimentos, fortaleza nas dificuldades, Deus em todo o tempo.
2. Observe os pronomes usados pelo homem - "eu" direi: "meu" refúgio, "minha fortaleza" (G. R.).
VERS. 2. O poder, excelência, fruto, justas razões e confissão aberta de fé pessoal.

VERS. 3. Proteção invisível de perigos invisíveis; sabedoria para enfrentar a esperteza, amor para guerrear contra a crueldade, onipresença para combinar com o mistério; vida para frustrar a morte.
VERS. 3. CERTAMENTE, ou razões para confiar seguramente na proteção de Deus.

VERS. 3-7. Pestilência, pânico e paz (para tempos de epidemias) (Charles A. Davis).

VERS. 3, 8-9.
1. Os santos estão seguros - "Ele te livrará" (Sl 91.3).
2. O mal tem limites - "simplesmente" (Sl 91.8).
3.O Senhor tem razões para preservar quem é seu sempre que "você fizer do Altíssimo o seu abrigo" (v. 9).

VERS. 4.
1. A compaixão de Deus.
2. A confiança dos santos.
3. A armadura da verdade.

VERS. 5-6.
1. A exposição de todos os homens ao medo.
(a) Continuamente, dia e noite.
(b) Merecidamente: "a consciência faz covardes de todos nós".
2. A isenção de alguns homens do medo.
(a) Por causa de sua confiança.
(b) Por causa da divina proteção.

VERS. 7. Como um mal pode estar perto, mas não próximo.

VERS. 8. O que nós realmente temos visto do "castigo dos ímpios".

VERS. 9-10.
1. Deus é nossa habitação espiritual.
2. Deus o preservador de nossa habitação terrena.
3. A verdade geral: que o espiritual abençoa o temporal.

VERS. 10.
1. A bênção pessoal.
2. A bênção doméstica.

VERS. 11-12. Uma Escritura "deturpada" endireitada.
1. A versão de Satanás - presunçosa.
2. A versão do Espírito Santo - de plena confiança (Charles A. Davis).

VERS. 11-12.
1. O Ministério de Anjos empregado por Deus.
(a) Oficial: "ele dará ordens".
(b) Pessoal: "a seu respeito".
(c) Constante: "em todos os seus caminhos".
2. Como apreciado pelo homem.
(a) Para preservação: "o segurarão". Ternamente, mas efetivamente.
(b) Sob limites. Não podem fazer o trabalho de Deus, ou de Cristo, ou do Espírito, ou da palavra, ou de ministros, para a salvação; "não são todos eles espíritos ministradores" (G. R.).

VERS. 12. A preservação de males pequenos - estes são mais preciosos porque muitas vezes são os mais dolorosos, levam a grandes males e envolvem muitos danos.

VERS. 13. O amor do crente colocado em Deus.
VERS. 13.
1. Todo filho de Deus tem seus inimigos.
(a) São numerosos: "o leão, a serpente, o leãozinho, o dragão".
(b) Diversificados: sutis e fortes - "leão e serpente", novo e velho - "leãozinho" e "cobra".
2. Ele finalmente obterá vitória sobre eles - "Você pisará"; "pisoteará"; "O Senhor o livrará (G. R.).

VERS. 14-16. As seis vezes que o futuro de determinação é usado. (Eu o resgatarei, protegerei, darei resposta, estarei com ele, vou livrá-lo, vou cobri-lo de honra).

VERS. 14. Aqui temos:
1. Amor por amor: "Porque".
(a) A razão do amor dos santos em Deus. Há primeiro o amor em Deus sem o amor deles, depois o amor pelo amor deles.
(b) A evidência do amor dele para com eles: "Eu o resgatarei" - do pecado, do perigo, da tentação, de todo mal.
2. Honra por honra.
(a) Ele honrando a Deus. "Porque conhece o meu nome", diz Sl 91.14 e o fez conhecer; Deus honrando-o; "Eu o colocarei no alto" (KJV) - alto em honra, em felicidade, em glória (G. R.).

VERS. 15-16. Observe:
1. As promessas tremendamente grandes e preciosas.
(a) Resposta a oração: "ele clamará".
(b) Consolo em problema: "Estarei com ele".
(c) Livramento do problema: "Vou livrá-lo".
(d) Maior honra depois do problema: livrar "e cobri-lo de honra".
(e) Vida longa o suficiente para satisfazê-lo.
(f) A salvação de Deus: "e lhe mostrarei a minha salvação"; muito mais do que o homem poderia pensar ou desejar.
2. A quem essas promessas pertencem; quem é o ele e lhe a quem estas promessas são feitas. Ele "clama a Deus", diz Sl 91.15; ele "conhece o meu nome, diz Sl 91.14; ele "fez do Senhor a sua habitação", diz Sl 91.9; ele "habita no abrigo do Altíssimo," diz Sl 91.1. Hannah More diz: "Pregar privilégios sem especificar a quem pertencem é como colocar uma carta no correio sem endereço." Pode ser muito boa e conter uma quantia valiosa, mas ninguém saberá dizer a quem é endereçada. O endereço posto nas promessas deste salmo é inconfundivelmente claro e, muitas vezes, repetido (G. R.).
PR CHARLES URGNEM






FONTE:CH.Spurgeeon

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

SALMO 72

TÍTULO
Um salmo para Salomão. Os melhores lingüistas afirmam que isso deveria ser traduzido como de ou por Salomão. Não há base suficiente para essa tradução. É quase certo que o título declara Salomão ser o autor do salmo, contudo de acordo com Sl 72.20 parece que Davi o pronunciou em oração antes dele morrer. Com alguma reserva, sugerimos que o espírito e a matéria do salmo são de Davi, mas ele estava perto demais de seu fim para escrever as palavras, ou colocá-las em forma. Salomão, então, pegou o cântico de seu pai que estava à morte, deu-lhe feitio em bons versículos, sem roubar de seu pai, fez o salmo dele próprio. Chegamos à conjectura de que é a Oração de Davi, mas o salmo de Salomão. Jesus é retratado aqui, fora de dúvida, na glória de seu reino, tanto na posição em que está agora, como quando revelado na gloria daquele dia futuro.

DIVISÃO
Seguiremos a divisão sugerida por Alexandre. "Uma descrição entusiasmada do reino do Messias como justo, Sl 72.1-7; universal, Sl 72.8-11; beneficente, Sl 72.12-14; perpétuo, Sl 72.15-17; ao qual são acrescentados uma doxologia, Sl 72.18-19; e um pós-escrito, Sl 72.20."

DICAS PARA O PREGADOR
Salmo inteiro.
1. Ele no futuro.
2. Eles no futuro. Faça ressoar as mudanças sobre estes, como o salmo faz.

VERS. 1. A oração da antiga igreja agora é cumprida.
1. Os títulos de Nosso Senhor.
(a) Rei, por natureza divina.
(b) Filho do Rei, nas duas naturezas. Assim, vemos seu poder inato e derivado.
2. A autoridade de Nosso Senhor: "Juízos".
(a) Para reger seu povo.
(b) Para reger o mundo em benefício de seu povo.
(c) Para julgar a humanidade.
(d) Para julgar diabos.
3. O caráter de Nosso Senhor. Ele é justo no recompensar e punir, justo para com Deus e o homem.
4. Nossa oração leal. Isso pede o governo dele sobre nós e o universo.

VERS. 2. O governo de Cristo na sua igreja.
1. Os súditos.
(a) Teu povo, os eleitos, chamados.
(b) Teus pobres, através da convicção e consciência do pecado.
2. O que governa. Ele, único (v. 18), vida longa, continuamente, por todas as gerações.
3. O governo. Justo, imparcial, compadecido, prudente. Lição: Deseje esse governo.

VERS. 3. Montanhas de decreto divino, verdade imutável, poder todo-poderoso, graça eterna. Essas montanhas de Deus são seguranças de paz.

VERS. 4. O Rei do pobre, ou os benefícios que os pobres recebem do reino de Jesus.

VERS. 5. A perpetuidade do evangelho, razões disso, coisas que a ameaçam, e lições tiradas disso.

VERS. 6. O campo, a chuva, o resultado. Este versículo é manejado com bastante facilidade em uma variedade de modos.

VERS. 7.
1. Os justos florescem mais em uma estação do que em outra.
2. Florescem mais quando Jesus está com eles: nos dias do rei.
3. O fruto do crescimento deles é proporcionalmente abundante: e haja abundância, prosperidade (G. Rogers).
VERS. 7. Abundância de paz. Abundantes propostas de paz, abundante redenção gerando paz, abundante perdão conferindo paz, abundantes influências do Espírito selando paz, abundantes promessas garantindo paz, abundante amor difundindo paz.

VERS. 8. A expansão universal do evangelho. Outras teorias quanto ao futuro tombaram, e sua má influência foi exposta; enquanto o benefício e a certeza desta verdade são vindicados.

VERS. 9 (última cláusula). O fim ignóbil dos inimigos de Cristo.

VERS. 10. A finança cristã; voluntárias, mas abundantes, são as dádivas apresentadas a Jesus.

VERS. 12. O cuidado especial dos pobres que Cristo tem.
VERS. 12.
1. Personagens lastimáveis.
2. Condições miseráveis. Choram; "não há ajudador".
3. Recurso natural: "pedem socorro".
4. Intervenção gloriosa (G. Rogers).

VERS. 14. A esperança do mártir na vida e o consolo na morte (G. Rogers).
VERS. 14 (última cláusula). O sangue do mártir.
1. Visto por Deus quando derramado.
2. Lembrado por ele.
3. Honrado como sendo de benefício à igreja.
4. Recompensado de modo especial no céu.

VERS. 15. Que se ore por ele. Nós devemos orar por Jesus Cristo. Devido ao interesse que ele tem em certas coisas, o que é feito por estes é feito para ele mesmo, e assim ele o avalia. Portanto, oramos por ele quando oramos pelos seus pastores, suas ordenanças, seu evangelho, sua igreja - numa palavra, sua causa. Mas pelo que devemos orar a favor dele?
1. Pelo grau de recursos dele; para que sempre haja suficientes instrumentos adequados e capazes para levar avante a obra.
2. Pela liberdade de sua administração; para que tudo que se opõe ao seu progresso, ou o embarga, possa ser removido.
3. Pela difusão de seus princípios, para que se possam tornar gerais e universais.
4. Pelo aumento de sua glória, bem como pela sua dimensão (W. Jay).
VERS. 15. Oração por Jesus, um tópico sugestivo. Louvor diário, um dever cristão.
VERS. 15. Um Salvador vivo, um povo generoso em dar, a ligação entre os dois. Ou, Cristo na igreja enche o erário, promove a reunião de oração e santifica o culto de canto.

VERS. 16.
1. Uma descrição feliz do evangelho: é um punhado de trigo.
2. Os lugares onde é semeado.
3. Os esforços benditos que este evangelho, quando semeado assim, produzirá no mundo (J. Sherman).
VERS. 16.
1. Começo.
2. Publicidade.
3. Crescimento.
4. Resultado.
VERS. 16.
1. O que? Trigo.
2. Quanto? Um punhado.
3. Onde? Na terra em cima dos montes.
4. Crescerá? Os seus frutos.
5. E depois? E cresçam as cidades.

VERS. 17.
1. Cristo glorificado na Igreja: homens sejam abençoados.
2. Glorificadas no mundo: todas as nações.
3. Glorificadas em mundos que virão: Permaneça, dure.
4. Glorificado para sempre (G. Rogers).

VERS. 17-19. As quatro bem-aventuranças, seu sentido e sua ordem.

VERS. 20.
1. A oração deve ser freqüente:
2. Deve ser individual: de Davi.
3. Devem ser começadas cedo: o filho de Jessé.
4. Devem ser continuadas até que não sejam mais necessárias.
(Aqui termina o segundo livro dos salmos.)




PR CHARLES URGNEM


















FONTE:CH.Spurgeeon