SEDE ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTERIO DE SANTOS A PIONEIRA FUNDADA EM 1924

SEDE ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTERIO DE SANTOS  A PIONEIRA FUNDADA EM 1924

segunda-feira, 22 de agosto de 2011


SALMO 91

TÍTULO
Este salmo não tem título, e não possuímos meios de saber ao certo o nome do escritor, nem a data de sua composição. Os doutores judaicos consideram que, quando o nome do autor não é mencionado, podemos atribuir o salmo ao último escritor nomeado; e, se for assim, este é outro salmo de Moisés, o homem de Deus. Muitas expressões aqui são similares àquelas de Moisés em Deuteronômio, e a evidência interna, pelas expressões idiomáticas, apontariam-no como o compositor. A vida prolongada de Josué e Calebe, que seguiram plenamente o Senhor, ilustra com grandeza este salmo, pois eles, como recompensa por terem permanecido sempre perto do Senhor, continuaram a viver "entre os mortos, em meio aos seus túmulos". Por essa razão, não é improvável que este salmo tenha sido escrito por Moisés, mas não ousamos ser dogmáticos a esse respeito. Se a pena de Davi foi usada para nos dar esse poema incomparável, não podemos acreditar, como fazem alguns, que ele assim comemorou a praga que assolou Jerusalém por ter contado o povo. Para ele, então, cantar de si mesmo que via "a recompensa dos ímpios" seria inteiramente contrário à sua declaração, "Eu pequei, mas estas ovelhas, o que fizeram?" e a ausência de qualquer alusão ao sacrifício sobre Sião não poderia ser de qualquer forma explicada, visto que o arrependimento de Davi inevitavelmente o teria levado a frisar o sacrifício expiatório e o aspergir do sangue pelo hissopo.

Em toda a coletânea não há nenhum salmo mais alegre, seu tom é elevado e sustentado do começo ao fim, a fé é clara e seu texto é nobre. Um médico alemão costumava dizer que ele era a melhor defesa em tempos de cólera, e, na verdade, constitui mesmo um medicamento celestial contra pragas e pestes. Aquele que pode viver no espírito do salmo 91 será destemido, mesmo que as cidades sejam assoladas por pestes e pragas, e os túmulos se encham de carcaças.

DIVISÃO
Desta vez seguiremos as divisões sugeridas por nossos tradutores no início do salmo, porque são expressivas e sugestivas.
Sl 91.1-2 - O estado dos piedosos.
Sl 91.3-8 - Sua segurança.
Sl 91.9-10 - Sua habitação.
Sl 91.11-13 - Seus servos.
Sl 91.14-16 - Seu amigo, com os bens de todos eles.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. O lugar de moradia secreto. Existe o habitante do mundo das trevas, da terra favorecida, da cidade santa, do átrio exterior; mas o santo dos santos é o "lugar secreto" - comunhão, aceitação.
2. A sombra protetora - segurança, paz; como as aldeias de tempos antigos agrupadas abaixo dos muros dos castelos (Charles A. Davis).
VERS. 1.
1. A pessoa. Quem está em comunhão íntima, pessoal, secreta, per ma com Deus, habitando junto ao propiciatório, dentro do véu.
2. O privilégio. Ele é hóspede de Deus, protegido, revigorado e consolado por ele, e isso até toda a eternidade.

VERS. 1-2. Quatro nomes de Deus.
1. Temos comunhão com ele reverentemente, pois ele é o Altíssimo.
2. Descansamos nele como o Todo-Poderoso.
3. Alegramo-nos nele como Jeová ou Senhor.
4. Confiamos nele como EL, o poderoso Deus.

VERS. 2.
1. Observe os substantivos aplicados a Deus - refúgio de aborrecimentos, fortaleza nas dificuldades, Deus em todo o tempo.
2. Observe os pronomes usados pelo homem - "eu" direi: "meu" refúgio, "minha fortaleza" (G. R.).
VERS. 2. O poder, excelência, fruto, justas razões e confissão aberta de fé pessoal.

VERS. 3. Proteção invisível de perigos invisíveis; sabedoria para enfrentar a esperteza, amor para guerrear contra a crueldade, onipresença para combinar com o mistério; vida para frustrar a morte.
VERS. 3. CERTAMENTE, ou razões para confiar seguramente na proteção de Deus.

VERS. 3-7. Pestilência, pânico e paz (para tempos de epidemias) (Charles A. Davis).

VERS. 3, 8-9.
1. Os santos estão seguros - "Ele te livrará" (Sl 91.3).
2. O mal tem limites - "simplesmente" (Sl 91.8).
3.O Senhor tem razões para preservar quem é seu sempre que "você fizer do Altíssimo o seu abrigo" (v. 9).

VERS. 4.
1. A compaixão de Deus.
2. A confiança dos santos.
3. A armadura da verdade.

VERS. 5-6.
1. A exposição de todos os homens ao medo.
(a) Continuamente, dia e noite.
(b) Merecidamente: "a consciência faz covardes de todos nós".
2. A isenção de alguns homens do medo.
(a) Por causa de sua confiança.
(b) Por causa da divina proteção.

VERS. 7. Como um mal pode estar perto, mas não próximo.

VERS. 8. O que nós realmente temos visto do "castigo dos ímpios".

VERS. 9-10.
1. Deus é nossa habitação espiritual.
2. Deus o preservador de nossa habitação terrena.
3. A verdade geral: que o espiritual abençoa o temporal.

VERS. 10.
1. A bênção pessoal.
2. A bênção doméstica.

VERS. 11-12. Uma Escritura "deturpada" endireitada.
1. A versão de Satanás - presunçosa.
2. A versão do Espírito Santo - de plena confiança (Charles A. Davis).

VERS. 11-12.
1. O Ministério de Anjos empregado por Deus.
(a) Oficial: "ele dará ordens".
(b) Pessoal: "a seu respeito".
(c) Constante: "em todos os seus caminhos".
2. Como apreciado pelo homem.
(a) Para preservação: "o segurarão". Ternamente, mas efetivamente.
(b) Sob limites. Não podem fazer o trabalho de Deus, ou de Cristo, ou do Espírito, ou da palavra, ou de ministros, para a salvação; "não são todos eles espíritos ministradores" (G. R.).

VERS. 12. A preservação de males pequenos - estes são mais preciosos porque muitas vezes são os mais dolorosos, levam a grandes males e envolvem muitos danos.

VERS. 13. O amor do crente colocado em Deus.
VERS. 13.
1. Todo filho de Deus tem seus inimigos.
(a) São numerosos: "o leão, a serpente, o leãozinho, o dragão".
(b) Diversificados: sutis e fortes - "leão e serpente", novo e velho - "leãozinho" e "cobra".
2. Ele finalmente obterá vitória sobre eles - "Você pisará"; "pisoteará"; "O Senhor o livrará (G. R.).

VERS. 14-16. As seis vezes que o futuro de determinação é usado. (Eu o resgatarei, protegerei, darei resposta, estarei com ele, vou livrá-lo, vou cobri-lo de honra).

VERS. 14. Aqui temos:
1. Amor por amor: "Porque".
(a) A razão do amor dos santos em Deus. Há primeiro o amor em Deus sem o amor deles, depois o amor pelo amor deles.
(b) A evidência do amor dele para com eles: "Eu o resgatarei" - do pecado, do perigo, da tentação, de todo mal.
2. Honra por honra.
(a) Ele honrando a Deus. "Porque conhece o meu nome", diz Sl 91.14 e o fez conhecer; Deus honrando-o; "Eu o colocarei no alto" (KJV) - alto em honra, em felicidade, em glória (G. R.).

VERS. 15-16. Observe:
1. As promessas tremendamente grandes e preciosas.
(a) Resposta a oração: "ele clamará".
(b) Consolo em problema: "Estarei com ele".
(c) Livramento do problema: "Vou livrá-lo".
(d) Maior honra depois do problema: livrar "e cobri-lo de honra".
(e) Vida longa o suficiente para satisfazê-lo.
(f) A salvação de Deus: "e lhe mostrarei a minha salvação"; muito mais do que o homem poderia pensar ou desejar.
2. A quem essas promessas pertencem; quem é o ele e lhe a quem estas promessas são feitas. Ele "clama a Deus", diz Sl 91.15; ele "conhece o meu nome, diz Sl 91.14; ele "fez do Senhor a sua habitação", diz Sl 91.9; ele "habita no abrigo do Altíssimo," diz Sl 91.1. Hannah More diz: "Pregar privilégios sem especificar a quem pertencem é como colocar uma carta no correio sem endereço." Pode ser muito boa e conter uma quantia valiosa, mas ninguém saberá dizer a quem é endereçada. O endereço posto nas promessas deste salmo é inconfundivelmente claro e, muitas vezes, repetido (G. R.).
PR CHARLES URGNEM






FONTE:CH.Spurgeeon

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

SALMO 72

TÍTULO
Um salmo para Salomão. Os melhores lingüistas afirmam que isso deveria ser traduzido como de ou por Salomão. Não há base suficiente para essa tradução. É quase certo que o título declara Salomão ser o autor do salmo, contudo de acordo com Sl 72.20 parece que Davi o pronunciou em oração antes dele morrer. Com alguma reserva, sugerimos que o espírito e a matéria do salmo são de Davi, mas ele estava perto demais de seu fim para escrever as palavras, ou colocá-las em forma. Salomão, então, pegou o cântico de seu pai que estava à morte, deu-lhe feitio em bons versículos, sem roubar de seu pai, fez o salmo dele próprio. Chegamos à conjectura de que é a Oração de Davi, mas o salmo de Salomão. Jesus é retratado aqui, fora de dúvida, na glória de seu reino, tanto na posição em que está agora, como quando revelado na gloria daquele dia futuro.

DIVISÃO
Seguiremos a divisão sugerida por Alexandre. "Uma descrição entusiasmada do reino do Messias como justo, Sl 72.1-7; universal, Sl 72.8-11; beneficente, Sl 72.12-14; perpétuo, Sl 72.15-17; ao qual são acrescentados uma doxologia, Sl 72.18-19; e um pós-escrito, Sl 72.20."

DICAS PARA O PREGADOR
Salmo inteiro.
1. Ele no futuro.
2. Eles no futuro. Faça ressoar as mudanças sobre estes, como o salmo faz.

VERS. 1. A oração da antiga igreja agora é cumprida.
1. Os títulos de Nosso Senhor.
(a) Rei, por natureza divina.
(b) Filho do Rei, nas duas naturezas. Assim, vemos seu poder inato e derivado.
2. A autoridade de Nosso Senhor: "Juízos".
(a) Para reger seu povo.
(b) Para reger o mundo em benefício de seu povo.
(c) Para julgar a humanidade.
(d) Para julgar diabos.
3. O caráter de Nosso Senhor. Ele é justo no recompensar e punir, justo para com Deus e o homem.
4. Nossa oração leal. Isso pede o governo dele sobre nós e o universo.

VERS. 2. O governo de Cristo na sua igreja.
1. Os súditos.
(a) Teu povo, os eleitos, chamados.
(b) Teus pobres, através da convicção e consciência do pecado.
2. O que governa. Ele, único (v. 18), vida longa, continuamente, por todas as gerações.
3. O governo. Justo, imparcial, compadecido, prudente. Lição: Deseje esse governo.

VERS. 3. Montanhas de decreto divino, verdade imutável, poder todo-poderoso, graça eterna. Essas montanhas de Deus são seguranças de paz.

VERS. 4. O Rei do pobre, ou os benefícios que os pobres recebem do reino de Jesus.

VERS. 5. A perpetuidade do evangelho, razões disso, coisas que a ameaçam, e lições tiradas disso.

VERS. 6. O campo, a chuva, o resultado. Este versículo é manejado com bastante facilidade em uma variedade de modos.

VERS. 7.
1. Os justos florescem mais em uma estação do que em outra.
2. Florescem mais quando Jesus está com eles: nos dias do rei.
3. O fruto do crescimento deles é proporcionalmente abundante: e haja abundância, prosperidade (G. Rogers).
VERS. 7. Abundância de paz. Abundantes propostas de paz, abundante redenção gerando paz, abundante perdão conferindo paz, abundantes influências do Espírito selando paz, abundantes promessas garantindo paz, abundante amor difundindo paz.

VERS. 8. A expansão universal do evangelho. Outras teorias quanto ao futuro tombaram, e sua má influência foi exposta; enquanto o benefício e a certeza desta verdade são vindicados.

VERS. 9 (última cláusula). O fim ignóbil dos inimigos de Cristo.

VERS. 10. A finança cristã; voluntárias, mas abundantes, são as dádivas apresentadas a Jesus.

VERS. 12. O cuidado especial dos pobres que Cristo tem.
VERS. 12.
1. Personagens lastimáveis.
2. Condições miseráveis. Choram; "não há ajudador".
3. Recurso natural: "pedem socorro".
4. Intervenção gloriosa (G. Rogers).

VERS. 14. A esperança do mártir na vida e o consolo na morte (G. Rogers).
VERS. 14 (última cláusula). O sangue do mártir.
1. Visto por Deus quando derramado.
2. Lembrado por ele.
3. Honrado como sendo de benefício à igreja.
4. Recompensado de modo especial no céu.

VERS. 15. Que se ore por ele. Nós devemos orar por Jesus Cristo. Devido ao interesse que ele tem em certas coisas, o que é feito por estes é feito para ele mesmo, e assim ele o avalia. Portanto, oramos por ele quando oramos pelos seus pastores, suas ordenanças, seu evangelho, sua igreja - numa palavra, sua causa. Mas pelo que devemos orar a favor dele?
1. Pelo grau de recursos dele; para que sempre haja suficientes instrumentos adequados e capazes para levar avante a obra.
2. Pela liberdade de sua administração; para que tudo que se opõe ao seu progresso, ou o embarga, possa ser removido.
3. Pela difusão de seus princípios, para que se possam tornar gerais e universais.
4. Pelo aumento de sua glória, bem como pela sua dimensão (W. Jay).
VERS. 15. Oração por Jesus, um tópico sugestivo. Louvor diário, um dever cristão.
VERS. 15. Um Salvador vivo, um povo generoso em dar, a ligação entre os dois. Ou, Cristo na igreja enche o erário, promove a reunião de oração e santifica o culto de canto.

VERS. 16.
1. Uma descrição feliz do evangelho: é um punhado de trigo.
2. Os lugares onde é semeado.
3. Os esforços benditos que este evangelho, quando semeado assim, produzirá no mundo (J. Sherman).
VERS. 16.
1. Começo.
2. Publicidade.
3. Crescimento.
4. Resultado.
VERS. 16.
1. O que? Trigo.
2. Quanto? Um punhado.
3. Onde? Na terra em cima dos montes.
4. Crescerá? Os seus frutos.
5. E depois? E cresçam as cidades.

VERS. 17.
1. Cristo glorificado na Igreja: homens sejam abençoados.
2. Glorificadas no mundo: todas as nações.
3. Glorificadas em mundos que virão: Permaneça, dure.
4. Glorificado para sempre (G. Rogers).

VERS. 17-19. As quatro bem-aventuranças, seu sentido e sua ordem.

VERS. 20.
1. A oração deve ser freqüente:
2. Deve ser individual: de Davi.
3. Devem ser começadas cedo: o filho de Jessé.
4. Devem ser continuadas até que não sejam mais necessárias.
(Aqui termina o segundo livro dos salmos.)




PR CHARLES URGNEM


















FONTE:CH.Spurgeeon

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Bíblia e a Palavra de Deus

A. O LIVRO ESPECIAL DE DEUS
A Palavra de Deus — a Bíblia Sagrada — é o Livro especial de Deus. Ela não é como os outros livros, mas é um Livro sobrenatural. Foi escrita por muitas pessoas diferentes, as quais escreveram através da inspiração do Espírito Santo de Deus (veja 2 Timóteo 3:16).
A Bíblia é o Livro mais vendido do mundo. Ela consistentemente vende mais do que qualquer outro livro.
A Bíblia já foi traduzida mais do que qualquer outro livro do mundo. Foi originariamente escrita em três línguas — Hebraico, Aramaico e Grego. A Bíblia que você tem foi traduzida por pessoas dedicadas a fim de que você possa ter as palavras, pensamentos e planos de Deus.
A Bíblia é também um dos livros mais antigos do mundo. Os trechos mais antigos da Bíblia remontam a quase 4.000 anos. No entanto, ela ainda é o livro mais moderno do mundo hoje em dia, pois nela encontramos as respostas às maiores perguntas da vida:
"De onde eu vim?"
"Por que estou aqui?"
"Para onde irei?"
Muito embora a Bíblia seja constituída de 66 livros menores, ela tem apenas um único tema central: o plano amoroso de Deus para resgatar a humanidade.
Na frente da Bíblia você encontra uma lista dos 66 livros que nela podem ser encontrados.
A Bíblia é dividida em duas partes:
O Antigo Testamento e
O Novo Testamento.
O Antigo Testamento nos fala sobre a obra de Deus com o Seu povo antes do nascimento de Jesus.
O Novo Testamento nos fala sobre o nascimento de Jesus, a Sua vida, o Seu grande ministério de curas e perdão para os enfermos e pecadores, a Sua morte numa cruz, a Sua ressurreição dos mortos, e a Sua ascensão (retorno ao Céu).
Ele também nos fala sobre a continuação do Seu ministério de cura e perdão através dos que O viram após a Sua ressurreição.
Os que seguem os ensinos de Jesus executam muitas obras milagrosas, exatamente como Ele disse que fariam (veja João 14:12).
Os ensinos dos que O viram depois que Ele ressuscitou dos mortos estão contidos nas Epístolas (Cartas). Eles foram escritos nos primeiros cinquenta anos após a ressurreição de Jesus e compõem cerca da metade do Novo Testamento.

B. ESTUDE A BÍBLIA
O relacionamento mais importante que você pode ter nesta vida é com Deus. Através da leitura da Bíblia você chega a compreender a natureza de Deus — os Seus pensamentos, Seus planos e as Suas promessas para você.
A lista (índice) na frente da Bíblia o ajuda a encontrar o número da página do trecho da Bíblia que você talvez queira estudar.
Para ajudá-lo a encontrar trechos específicos da Bíblia, os tradutores organizaram o texto em:
Livros,
Capítulos dentro dos Livros, e
Versículos dentro dos Capítulos. Por exemplo, se você encontrar uma referência do tipo "Gênesis S:15", isto significa:
O LIVRO de Gênesis,
CAPÍTULO três, e
VERSÍCULO quinze.

C. EIS AQUI A MAIOR PROMESSA DO MUNDO
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna " (Jo 3:16).

D. O PROPÓSITO DA PALAVRA DE DEUS
" ...as sagradas Escrituras... podem torná-lo sábio para a salvação através da fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e é útil para o ensinamento, a repreensão, a correção, e o treinamento em retidão'' (2 Tm 3:15,16).
"O Seu divino poder nos deu tudo o que necessitamos para a vida e a piedade através do nosso conhecimento através d'Aquele que nos chamou através da Sua Própria glória e bondade.
"Através destas coisas Ele nos deu as Suas grandiosíssimas e preciosíssimas promessas, a fim de que através delas vocês possam participar da natureza divina e escapar da corrupção do mundo que é causada pelos desejos malignos" (2 Pe 1:3,4).

E. A PALAVRA DE DEUS PRODUZ VIDA
" ...As palavras que Eu lhes falei são espírito e vida" (Jo 6:63).
1. Ela é Criativa
"Pela PALAVRA DO SENHOR foram feitos os céus, e os seus exércitos de estrelas, pelo sopro da Sua boca... Porque Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou e tudo se firmou'' (Sl 33:6,9). Veja também Hebreus 11:3.

F. A PALAVRA DE DEUS É COMO ÁGUA
1. Ela Limpa
Começamos a vida no Reino de Deus totalmente "lavados" pela Palavra de Deus. “Vocês já estão limpos por causa da palavra que lhes falei" (Jo 15:3). Veja também Efésios 5:25-27.
2. Ela Nos Mantém Limpos
A Palavra de Deus, plantada em nossos corações, nos mantém livres do pecado.
"Como pode o jovem manter o seu caminho puro? Vivendo de acordo com a Tua Palavra... Escondi a Tua palavra no meu coração para não pecar contra Ti" (Sl 119:9,11).

G. A PALAVRA DE DEUS É LUZ PARA AS NOSSAS VIDAS
"E temos a palavra dos profetas mais estabelecida, e será bom para vocês prestarem atenção a ela, como uma luz que brilha num lugar escuro, até o dia raiar e a estrela da manhã aparecer em seus corações"(2 Pe 1:19). 1. Ela Dá Entendimento

Num Mundo de Trevas
" ...Os mandamentos do Senhor são radiantes e iluminam os olhos"(SI 19:8).
"A Tua Palavra é uma lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho... A entrada das Tuas palavras dá luz; ela dá entendimento aos símplices"(Sl 119:105,130).

H. A PALAVRA DE DEUS
É COMIDA ESPIRITUAL "Jesus respondeu; Está escrito; 'O homem não vive só de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus'" (Mt 4:4).
1. Ela Produz Um Crescimento Espiritual
"Irmãos, não pude falar com vocês na qualidade de pessoas espirituais, e sim carnais — meros bebês em Cristo. Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam prontos para isto... " (1 Co 3:1,2).
"Semelhantemente a bebês recém-nascidos, desejem ardentemente o puro leite espiritual, a fim de que vocês possam crescer através dele em sua salvação " (1 Pe 2:2).
O objetivo de Deus para cada um de nós é expresso em Efésios 4:12-15:
" ...para que o Corpo de Cristo possa ser edificado até que todos alcancemos a unidade na fé e no conhecimento do Filho de Deus e nos tornemos maduros, alcançando a estatura completa da plenitude de Cristo. ''

I. A PALAVRA DE
DEUS É UMA SEMENTE
Em Lucas 8:14,15, Jesus contou aos Seus discípulos a parábola do semeador.
No versículo 11 Ele disse: "A semente é a Palavra de Deus. '' A vontade de Deus para as nossas vidas é que sejamos frutíferos (SI 1:3).
Agora, Aquele que supre a semente ao semeador e o pão como alimento também suprirá e multiplicará a sua sementeira e aumentará a colheita da sua retidão (2 Co 9:10).

J. A PALAVRA DE DEUS
É COMO UMA ESPADA
Tomem. . a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus'' (Ef 6:17). Veja também Hebreus 4:12.
Observem como Jesus usou a "espada" contra Satanás em Sua tentação no deserto (Lc 4:1-14).

K. A PALAVRA DE DEUS NOS AJUDA A ORAR
"Se vocês permanecerem em Mim e as Minhas palavras permanecerem em vocês, peçam qualquer coisa que vocês quiserem, e lhes será dado " (Jo 15:7).
"Peçam qualquer coisa que vocês quiserem" significa literalmente "peçam como pessoas que têm o direito com autoridade (de ordenarem)". Agora a palavra criativa encontra-se em NOSSAS BOCAS!

L. A PALAVRA DE DEUS
É PODEROSA EM NÓS
"Portanto, todo aquele que ouve estas Minhas palavras e as coloca em prática é semelhante a um homem sábio que edificou a sua casa sobre a rocha. Desceu a chuva, rios levantaram-se, e assopraram os ventos e bateram contra aquela casa. Contudo, ela não caiu, pois tinha os seus fundamentos sobre a rocha (Mt 7:24,25). Veja também os versículos 26 e 27.
Jesus disse que o homem sábio que edificou a sua casa sobre a rocha era uma ilustração daqueles que ouvem a Sua Palavra e a obedecem. A Palavra de Deus produz um concreto (material de construção) interno em nossas vidas de forma tal que ficamos firmes e fortes, não importando o que possa vir contra nós.







PR CHARLES URGNEM





FONTE: Paul Collins o cajado do pastor

segunda-feira, 25 de julho de 2011

SALMO 91

TÍTULO
Este salmo não tem título, e não possuímos meios de saber ao certo o nome do escritor, nem a data de sua composição. Os doutores judaicos consideram que, quando o nome do autor não é mencionado, podemos atribuir o salmo ao último escritor nomeado; e, se for assim, este é outro salmo de Moisés, o homem de Deus. Muitas expressões aqui são similares àquelas de Moisés em Deuteronômio, e a evidência interna, pelas expressões idiomáticas, apontariam-no como o compositor. A vida prolongada de Josué e Calebe, que seguiram plenamente o Senhor, ilustra com grandeza este salmo, pois eles, como recompensa por terem permanecido sempre perto do Senhor, continuaram a viver "entre os mortos, em meio aos seus túmulos". Por essa razão, não é improvável que este salmo tenha sido escrito por Moisés, mas não ousamos ser dogmáticos a esse respeito. Se a pena de Davi foi usada para nos dar esse poema incomparável, não podemos acreditar, como fazem alguns, que ele assim comemorou a praga que assolou Jerusalém por ter contado o povo. Para ele, então, cantar de si mesmo que via "a recompensa dos ímpios" seria inteiramente contrário à sua declaração, "Eu pequei, mas estas ovelhas, o que fizeram?" e a ausência de qualquer alusão ao sacrifício sobre Sião não poderia ser de qualquer forma explicada, visto que o arrependimento de Davi inevitavelmente o teria levado a frisar o sacrifício expiatório e o aspergir do sangue pelo hissopo.

Em toda a coletânea não há nenhum salmo mais alegre, seu tom é elevado e sustentado do começo ao fim, a fé é clara e seu texto é nobre. Um médico alemão costumava dizer que ele era a melhor defesa em tempos de cólera, e, na verdade, constitui mesmo um medicamento celestial contra pragas e pestes. Aquele que pode viver no espírito do salmo 91 será destemido, mesmo que as cidades sejam assoladas por pestes e pragas, e os túmulos se encham de carcaças.

DIVISÃO
Desta vez seguiremos as divisões sugeridas por nossos tradutores no início do salmo, porque são expressivas e sugestivas.
Sl 91.1-2 - O estado dos piedosos.
Sl 91.3-8 - Sua segurança.
Sl 91.9-10 - Sua habitação.
Sl 91.11-13 - Seus servos.
Sl 91.14-16 - Seu amigo, com os bens de todos eles.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. O lugar de moradia secreto. Existe o habitante do mundo das trevas, da terra favorecida, da cidade santa, do átrio exterior; mas o santo dos santos é o "lugar secreto" - comunhão, aceitação.
2. A sombra protetora - segurança, paz; como as aldeias de tempos antigos agrupadas abaixo dos muros dos castelos (Charles A. Davis).
VERS. 1.
1. A pessoa. Quem está em comunhão íntima, pessoal, secreta, per ma com Deus, habitando junto ao propiciatório, dentro do véu.
2. O privilégio. Ele é hóspede de Deus, protegido, revigorado e consolado por ele, e isso até toda a eternidade.

VERS. 1-2. Quatro nomes de Deus.
1. Temos comunhão com ele reverentemente, pois ele é o Altíssimo.
2. Descansamos nele como o Todo-Poderoso.
3. Alegramo-nos nele como Jeová ou Senhor.
4. Confiamos nele como EL, o poderoso Deus.

VERS. 2.
1. Observe os substantivos aplicados a Deus - refúgio de aborrecimentos, fortaleza nas dificuldades, Deus em todo o tempo.
2. Observe os pronomes usados pelo homem - "eu" direi: "meu" refúgio, "minha fortaleza" (G. R.).
VERS. 2. O poder, excelência, fruto, justas razões e confissão aberta de fé pessoal.

VERS. 3. Proteção invisível de perigos invisíveis; sabedoria para enfrentar a esperteza, amor para guerrear contra a crueldade, onipresença para combinar com o mistério; vida para frustrar a morte.
VERS. 3. CERTAMENTE, ou razões para confiar seguramente na proteção de Deus.

VERS. 3-7. Pestilência, pânico e paz (para tempos de epidemias) (Charles A. Davis).

VERS. 3, 8-9.
1. Os santos estão seguros - "Ele te livrará" (Sl 91.3).
2. O mal tem limites - "simplesmente" (Sl 91.8).
3.O Senhor tem razões para preservar quem é seu sempre que "você fizer do Altíssimo o seu abrigo" (v. 9).

VERS. 4.
1. A compaixão de Deus.
2. A confiança dos santos.
3. A armadura da verdade.

VERS. 5-6.
1. A exposição de todos os homens ao medo.
(a) Continuamente, dia e noite.
(b) Merecidamente: "a consciência faz covardes de todos nós".
2. A isenção de alguns homens do medo.
(a) Por causa de sua confiança.
(b) Por causa da divina proteção.

VERS. 7. Como um mal pode estar perto, mas não próximo.

VERS. 8. O que nós realmente temos visto do "castigo dos ímpios".

VERS. 9-10.
1. Deus é nossa habitação espiritual.
2. Deus o preservador de nossa habitação terrena.
3. A verdade geral: que o espiritual abençoa o temporal.

VERS. 10.
1. A bênção pessoal.
2. A bênção doméstica.

VERS. 11-12. Uma Escritura "deturpada" endireitada.
1. A versão de Satanás - presunçosa.
2. A versão do Espírito Santo - de plena confiança (Charles A. Davis).

VERS. 11-12.
1. O Ministério de Anjos empregado por Deus.
(a) Oficial: "ele dará ordens".
(b) Pessoal: "a seu respeito".
(c) Constante: "em todos os seus caminhos".
2. Como apreciado pelo homem.
(a) Para preservação: "o segurarão". Ternamente, mas efetivamente.
(b) Sob limites. Não podem fazer o trabalho de Deus, ou de Cristo, ou do Espírito, ou da palavra, ou de ministros, para a salvação; "não são todos eles espíritos ministradores" (G. R.).

VERS. 12. A preservação de males pequenos - estes são mais preciosos porque muitas vezes são os mais dolorosos, levam a grandes males e envolvem muitos danos.

VERS. 13. O amor do crente colocado em Deus.
VERS. 13.
1. Todo filho de Deus tem seus inimigos.
(a) São numerosos: "o leão, a serpente, o leãozinho, o dragão".
(b) Diversificados: sutis e fortes - "leão e serpente", novo e velho - "leãozinho" e "cobra".
2. Ele finalmente obterá vitória sobre eles - "Você pisará"; "pisoteará"; "O Senhor o livrará (G. R.).

VERS. 14-16. As seis vezes que o futuro de determinação é usado. (Eu o resgatarei, protegerei, darei resposta, estarei com ele, vou livrá-lo, vou cobri-lo de honra).


VERS. 14. Aqui temos:
1. Amor por amor: "Porque".
(a) A razão do amor dos santos em Deus. Há primeiro o amor em Deus sem o amor deles, depois o amor pelo amor deles.
(b) A evidência do amor dele para com eles: "Eu o resgatarei" - do pecado, do perigo, da tentação, de todo mal.
2. Honra por honra.
(a) Ele honrando a Deus. "Porque conhece o meu nome", diz Sl 91.14 e o fez conhecer; Deus honrando-o; "Eu o colocarei no alto" (KJV) - alto em honra, em felicidade, em glória (G. R.).

VERS. 15-16. Observe:
1. As promessas tremendamente grandes e preciosas.
(a) Resposta a oração: "ele clamará".
(b) Consolo em problema: "Estarei com ele".
(c) Livramento do problema: "Vou livrá-lo".
(d) Maior honra depois do problema: livrar "e cobri-lo de honra".
(e) Vida longa o suficiente para satisfazê-lo.
(f) A salvação de Deus: "e lhe mostrarei a minha salvação"; muito mais do que o homem poderia pensar ou desejar.
2. A quem essas promessas pertencem; quem é o ele e lhe a quem estas promessas são feitas. Ele "clama a Deus", diz Sl 91.15; ele "conhece o meu nome, diz Sl 91.14; ele "fez do Senhor a sua habitação", diz Sl 91.9; ele "habita no abrigo do Altíssimo," diz Sl 91.1. Hannah More diz: "Pregar privilégios sem especificar a quem pertencem é como colocar uma carta no correio sem endereço." Pode ser muito boa e conter uma quantia valiosa, mas ninguém saberá dizer a quem é endereçada. O endereço posto nas promessas deste salmo é inconfundivelmente claro e, muitas vezes, repetido (G. R.).

PASTOR CHARLES URGNEM





FONTE:CH.Spurgeeon

sexta-feira, 8 de julho de 2011

UMA JORNADA NO INTERIOR DO CORAÇÃO DE JESUS
Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o
manto e vestiram-lhe suas próprias roupas.
Então o levaram para crucificá-lo.
Mateus 27.31


"Você estava lá quando crucificaram o meu Senhor?"
Quando criança, eu ficava imaginando o que es­sas palavras poderiam significar. É evidente que o autor do hino tinha a clara intenção de que respon­dêssemos de forma afirmativa. No entanto, não há dúvida de que eu não estava lá quando crucificaram meu Senhor! Nasci séculos após a morte de Jesus. Por cerca de dois mil anos, perdi o acontecimento. Eu também não estava lá quando o colocaram no túmulo nem quando "ressuscitou dentre os mortos".
Todavia, à medida que crescia na compreensão de minha fé, dei-me conta de que eu estava lá. Na verdade, se não estivesse lá, não teria hoje salvação.
Pois foi no Calvário que Jesus se tornou judicialmente culpado por nossos pecados. Graças a seu propósito eterno, posso dizer que ele morreu por mim e, ao ter perdoado meus pecados, "se assentou à direita da Majestade nas alturas" (Hb 1.3). Isso significa que aqueles que não estavam lá morrerão por seus pecados.
A cruz é bastante mal-interpretada nos dias de hoje. Isso pode ser comprovado pelo fato de ser quase impossível achar alguém que diga algo negativo a res­peito dela. A cruz é usada como pingente por atle­tas, adeptos do Movimento Nova Era e astros de rock. Esse indescritível instrumento de morte e cruel­dade é agora símbolo de união, tolerância e espiri­tualidade de todos os gêneros. O "escândalo da cruz", como diz Paulo, há muito desapareceu, quando a mensagem foi reinterpretada para se adequar à men­te moderna. Muitos dos que usam a cruz no pescoço ficariam horrorizadas se compreendessem seu ver­dadeiro significado.
Por exemplo, deixe-me apresentar-lhes uma mu­lher de "trinta e poucos anos" que encontrei em um avião a caminho de Cleveland. Minha esposa e eu estávamos sentados juntos, e notei que a mulher sentada do outro lado do corredor usava um colar com uma cruz. Na expectativa de iniciar uma conver­sa, eu lhe disse:
Graças a esta cruz, temos realmente um Salva­dor maravilhoso, não é mesmo?
Surpresa, ela virou os olhos e respondeu:
Bem, não creio que compreenda a cruz dessa maneira. Veja isto.
Ela tomou a cruz em sua mão e mostrou que por baixo dela havia uma estrela de Davi e, logo depois, um pingente que simbolizava o deus hindu Om.
Trabalho no serviço de assistência social. As pessoas com quem trabalho vêem Deus de diver­sas formas. O cristianismo é apenas um dos cami­nhos para chegar a ele.
Você pode imaginar o debate acalorado que tive­mos nos vinte minutos seguintes, sobre a possibili­dade de a cruz ser partilhada com outras religiões. Expliquei que a cruz pode ser unida a outros símbo­los em um colar, mas nunca na realidade. Quanto mais compreendesse a cruz, mais claramente enten­deria que ela precisava estar sozinha. Combiná-la com qualquer outra religião, filosofia ou ideário humano é destruir seu significado. Descobri mais uma vez que o mundo, de maneira geral, fica profundamente es­candalizado pela mensagem da cruz. Quanto mais a massa compreende o que Jesus fez e por quê, mais a cruz é desprezada.
Alguns dos que querem ser reconhecidos como cristãos interpretam a cruz como o mais alto tributo ao valor humano. Raciocinam da seguinte forma: "Já que Deus se dispôs a mandar seu Filho para morrer por nós, isso significa que somos pessoas de grande valor. Por isso, devemos usar a cruz como meio de confirmar nossa dignidade e reforçar nossa auto-esti­ma". Assim, sem perder o respeito próprio, o ser hu­mano pode concluir que tem o direito de ser abençoado por Deus simplesmente pelo fato de ser quem é (humano). A cruz, assim, não será ofensiva para ninguém, nem será estigmatizada como loucu­ra. Recordo-me de uma placa acima do tabuleiro de um vendedor durante um evento no Brasil: "Cruzes baratas à venda".
Pessoas assim não captam a mensagem central da cruz. Não apenas o fato de Jesus ter morrido por nós é importante, mas também a forma que ele morreu. A cruz não era apenas uma forma cruel de assassina­to: ela humilhava as vítimas. Era utilizada para exe­cutar os mais amaldiçoados. O procedimento, como todas as torturas, acabava com a vítima nua, sem di­reitos, sem respeito e sem refúgio algum. Logo, a cruz não prova apenas o amor generoso de Deus para com os pecadores, mas também a intensidade de nosso pecado e de nossa rebelião contra ele. Para nós, amar o pecado seria como amar a faca usada para matar uma criança.
Ouça com atenção cada palavra de sir Robert Anderson, que escreveu esta poderosa declaração:


A cruz calou o homem quanto à graça e ao juízo. Pôs abaixo todas as "divisórias" e deixou o mun­do repleto de pecadores indefesos, tremendo, à beira do inferno. Todo esforço que puderem empreender por si mesmos será tão-somente a nega­ção da perdição e também a negação da graça divina que se inclina para abençoá-los onde e como estiverem.


A cruz, corretamente compreendida, não exalta ninguém que não tenha sido primeiramente humi­lhado. Ela apenas vivifica os que primeiramente "ma­tam". A cruz expõe a futilidade de nosso sentimento de superioridade moral e faz-nos recordar que so­mos pecadores, incapazes de efetuar nossa reconcili­ação com Deus. Perante a cruz, podemos apenas ficar com a cabeça baixa e o espírito abatido.
Sim, estávamos lá quando nosso Senhor foi cru­cificado. Herbert Butterfield escreveu:


A crucificação, seja lá qual for nossa interpreta­ção, acusa a natureza humana, acusa-nos das mesmas coisas que pensamos ser virtudes nossas [...] Nossa posição quanto à crucificação deve ser a de nos identificarmos com o resto da natureza humana. Devemos dizer: "Nós o fizemos". E a incapacidade de adotar semelhante atitude, no caso dos acontecimentos do século xx, é a causa de nossa absurda falta de condição de lidar com o problema do mal.
A menos que nos vejamos merecedores do vere­dicto que Pilatos deu a Jesus e a menos que nos ve­jamos dignos do inferno, jamais entenderemos a cruz. Alguém já disse que, para nós, é difícil abraçar a cruz quando a satisfação pessoal é soberana.


Ao contrário da crença popular, a mensagem cen­tral do cristianismo não é o Sermão do Monte nem as parábolas de Jesus que ilustram amor ao próxi­mo. A mensagem que transformou o mundo do pri­meiro século era que os seres humanos são culpados, irremediavelmente culpados por pecados que não podem ser compensados. A cruz destrói todo o or­gulho e acaba com o valor fundamental do esforço próprio. A cruz é a prova do grande amor de Deus, mas também revela monstruosidade. Por incrível que pareça, os discípulos proclamaram que a humilhan­te e cruel execução de Jesus foi também o mais as­sombroso fenômeno salvífico de Deus. Não é de admirar que isso fosse um obstáculo para os religi­osos e uma insensatez para os que se consideravam sábios! E não foi à toa que isso mudou o mundo deles.
Outros interpretam erroneamente a cruz, consi­derando-a uma bandeira a ser defendida, e não um meio de execução. Hoje em dia, estamos afunda­dos no que podemos chamar "cristianismo cultu­ral", doutrina que embrulha a cruz de Cristo na bandeira de qualquer nação. Nos Estados Unidos, pessoas bem-intencionadas equiparam o sonho americano com o sonho de Deus para a nação. Assim, existe um programa político cristão com matizes nacionalistas no que tange à defesa, à liberdade re­ligiosa e aos boicotes de diversos gêneros. Contu­do, por mais válidos que sejam esses objetivos, identificados como iniciativas "cristãs", freqüente­mente obscurecemos a mensagem que o mundo pre­cisa ouvir com clareza e firmeza. Pergunte sobre a fé cristã a algum cidadão americano comum, e ele lhe dará diversas respostas, muitas vezes fazendo menção a programas políticos. Poucos sabem que a doutrina central do cristianismo é que Cristo mor­reu na cruz para salvar os pecadores da destruição eterna.
Será que nos esquecemos — nós, cristãos compro­metidos — de que o poder de Deus é mais claramente visto na mensagem da cruz que em qualquer projeto político ou social que possamos inventar? A busca do antídoto para nossas míseras desgraças não seria o sintoma de que perdemos a confiança no poder da cruz para a salvação do ser humano? Será que nos agarramos à cruz com a verdadeira convicção de que ela não é apenas parte de nossa mensagem, compre­endendo corretamente seu todo?
E aqui vem o alerta. P. T. Forsythe, ao falar sobre a cruz como ponto central da obra de Deus pelos pecadores, escreveu: "Se você deslocar a fé daquele centro, você pôs o prego no caixão da igreja. A igreja é então sentenciada à morte, e é apenas uma questão de tempo até que venha a falecer". A igreja só pode viver e respirar na cruz. Sem isso, não há vida ou razão para existir. Oportunamente proclamada, ela é "o poder de Deus para a salvação".
Outros pensam na cruz com profundo sentimentalismo, mas sem espírito de arrependimento. Na sala de espera de um hospital, conheci uma mulher que meditava nos ferimentos de Jesus, tendo nas mãos um pingente de Cristo crucificado.
Ele sofreu tanto! É inacreditável! — ela disse com lágrimas nos olhos.
Lembrei-a de que Jesus sofreu pelos nossos pecados.
Sim — ela respondeu —, mas por que tanto sofrimento? Sofrer por umas poucas mentiras que dizemos e por umas poucas coisas que fazemos de errado?
Aquela senhora — que Deus a abençoe —- chorou pelos sofrimentos de Jesus na cruz, mas não pelos próprios pecados, que o puseram lá. Expliquei-lhe da melhor maneira que pude que, se compreendês­semos a santidade de Deus, não falaríamos sobre "pequenas mentiras" e "umas poucas coisas que fa­zemos de errado". Por um lado, a maioria das pessoas tem mais que umas poucas e "pequenas" transgressões no currículo. Por outro lado, o primeiro mandamento diz: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu cora­ção, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças" (Mc 12.30). Essas palavras condenam a todos nós, pois por natureza nos mante­mos preocupados com nossos interesses. Se somente pensarmos em Deus como uma extensão de nós mes­mos, concluiremos que nosso pecado não é muito grave. Ravi Zacharias conta que uma nova convertida lhe escreveu dizendo que sempre que lê sobre a cruz cai de joelhos, pensando no amor de Deus. Mas quando lê a respeito do inferno, fica zangada com Deus. Ela aparentemente não percebe que não po­demos entender a cruz, a menos que compreenda­mos o inferno. Sem o inferno, a cruz perde todo o significado.
O sofrimento de Jesus foi terrível, pela simples razão de que nosso pecado ê terrível. E devemos ter sempre em mente que o sofrimento de Jesus não foi somente físico — o pior não foram as lacerações, a coroa de espinhos e os pregos. O sofrimento espiri­tual que ele suportou quando a associação com o Pai foi interrompida por três horas na cruz foi o supre­mo sofrimento, agonia que você e eu jamais experi­mentaremos.
Tenha em mente que a crucificação — com todos os seus horrores — era comum no primeiro século. Estima-se que os romanos crucificavam 30 mil pes­soas por ano. Era a forma de execução normalmente aceita para prisioneiros políticos e criminosos de vá­rias espécies. Esses homens suportaram o mesmo so­frimento físico que Jesus. Mas o cálice que o Pai deu para Jesus beber significa que ele levou sobre si nos­sos pecados. A grandeza da santidade do nosso Sal­vador em contato com nossa iniqüidade é o que importa no Calvário.


PR CHARLES URGNEM 




Fonte: Erwin W. Lutzer